quarta-feira, 23 de maio de 2018

THANOS, O temível supervilão do universo Marvel, chegou aos cinemas em 2018



                                                                                       
THANOS



                                  



Nome completo                       


Thanos de Titã


Espécie

Titaniano Mutante que nasceu com a Síndrome Deviant



Ocupação

Conquistador, Rei de Saturno, Imperador de vastas regiões da Via Láctea, Adorador da Morte


Afiliações

Ordem Negra
Secto Niilista
Guarda do Infinito
Defensores
Cabala


Família

Kronos (avô, morto), Daina (avó, morta), A'Lars (pai), Sui-San (mãe, morta), Eros (irmão), Uranos (tio morto), Thena (prima), Sersi (prima), Thane (filho), Gamora (filha adotiva), Nebula (filha adotiva)


Terra Natal

Titã, Saturno


Inimigo(s)

Homem-Aranha
Guardiões da Galáxia
Vingadores



Criado por

Jim Starlin


Género(s)

masculino


Primeira aparição

Iron Man #55
(Fevereiro de 1973)


Editora(s)

Marvel Comics


Espécie

Titaniano Mutante que nasceu com a Síndrome Deviant


Terra natal

Titã, Saturno


Afiliações

Ordem Negra
Secto Niilista
Guarda do Infinito
Defensores
Cabala


Ocupação

Conquistador, Rei de Saturno, Imperador de vastas regiões da Via Láctea, Adorador da Morte


Parceria

Senhora Morte


Base de operações

Santuário, Titã, Planeta Saturno


Parentesco

Kronos (avô, morto), Daina (avó, morta), A'Lars (pai), Sui-San (mãe, morta), Eros (irmão), Uranos (tio morto), Thena (prima), Sersi (prima), Thane (filho), Gamora (filha adotiva), Nebula (filha adotiva)


Situação presente

Ativo


Codinomes conhecidos

O Titã Louco, Avatar da Morte, Queixos, Amante da Morte


Habilidades :

Força Sobre - Humana

Velocidade Sobre - Humana

Durabilidade Sobre - Humana

Vigor Sobre - Humano

Agilidade Sobre - Humana

Reflexos Sobre - Humana

Quase Invunerabilidade

Fator de Cura Acelerado

Manipulação de Energia

Manipulação de Matéria

Maldições

Vôo

Teletransporte

Telecinese

Telepatia

Imortalidade

Intelegência Sobre - Humana

Lider Eficaz

Conhecimento Místico

Desarmado Perfeito

Com a Manopla do Infinito

Onipotência

Onipresença

Onisciencia

" Nos Filmes "

Imortalidade

Força Sobre - Humana

Velocidade Sobre - Humana

Agilidade Sobre - Humana

Reflexos Sobre - Humana

Durabilidade Sobre - Humana

Intelecto a Nível Gênio

" Com a Manopla do Infinito "

Quase Onipotência

Fator de Cura Regenerativo

Vôo

" Com a Joía do Poder "

Manipulação de Energia

Indução de Dor

Aumento da Força

Esmagamento de Energia

Projeção de Energia

Geração de Campos de Força

Explosões de Energia

Raios de Energia

Ondas de Energias Életricas

Negação e Redicionamento de Potências

" Com a Joía do Espaço "

Manipulação Espacial

Telecinesia

Criação de Portais

Criação de Vórtices

Intagilibilidade

" Com a Joía do Tempo "

Manipulação do Tempo

Recriação de Eventos

" Com a Joía da Realidade "

Manipulação da Realidade

Conjuração de Ilusões

Transmutação de Matéria

Manipulação Biólogia

Telecinese

Manipulação da Terra

Aborção e Transmutação dos Elementos

Invisibilidade

" Com a Joía da Alma "

Manipulação de Almas

Indução de Morte

Detecção de Almas

Contenção de Almas

" Com a Joía da Mente "

Manipulação Mental

Telepatia

Telecinese

Manipulação Psiônica


 



Thanos é um personagem fictício, um supervilão que aparece nas histórias em quadrinhos publicadas pela Marvel Comics. O personagem é descrito geralmente como um Titã louco, já que apesar de ser poderoso, ele era rejeitado pelos outros por causa de sua aparência. O personagem apareceu pela primeira vez em "Iron Man" #55 (fevereiro de 1973) e foi criado pelo escritor-artista Jim Starlin. Estreando ainda na Era de Prata, o personagem tem sido destaque em mais de quatro décadas de continuidade do Universo Marvel e em uma série de histórias em quadrinhos auto-intitulada.

Thanos aparece em alguns filmes do Universo Cinematográfico Marvel; com uma participação especial durante as cenas pós-créditos de Os Vingadores (2012); Josh Brolin interpreta o personagem em Guardiões da Galaxia (2014) e em Vingadores: Era de Ultron (2015); e é o antagonista principal em Vingadores: Guerra Infinita (2018) e em sua futura sequência, Vingadores 4 (2019).

                               
                                                             
Vingadores: Guerra Infinita (2018), maior bilheteria da historia, venceu todos os recordes de filmes mundiais

Índice



1 Biografia ficcional do personagem

1.1 Origem

1.2 Adam Warlock

1.3 Magus

1.4 As Joias do Infinito

1.5 Desafio infinito

1.6 Guerra infinita

1.7 Cruzada infinita

1.8 Abismo infinito

1.9 A Redenção de Thanos

2 Saga Aniquilação

3 Imperativo Thanos

4 O Fim da Morte

5 Infinito (2013)

6 Cabala

7 O Tempo se Esgota

8 Guerras Secretas (2015)

9 Poderes e habilidades

10 Habilidades

11 Equipamentos

12 Filmes

13 Universo Marvel Cinematográfico

14 Referências


Biografia ficcional do personagem

Origem

A lua Titã era governada por Mentor (A'Lars), quando então reinava paz e tecnologia. Mentor tinha dois filhos: Eros e Thanos. O primeiro tinha o poder de estimular os centros de prazer de seres vivos sencientes. O outro, entretanto, era bem mais poderoso e almejava ainda mais.

Assim, Thanos se voltou contra seu pai e contra o reino, forçando Mentor a procurar seu pai, Kronos. Kronos criou Drax, o Destruidor, para que ele eliminasse Thanos. Mas o Destruidor falhou e se rendeu a Thanos de modo que este conseguiu conquistar o trono de Titã. Em seguida, partiu pela Via Láctea, com o intuito de apoderar-se do Cubo Cósmico, um objeto que satisfaz quaisquer desejos de seu possuidor. Amando a Senhora Morte mais do que todas as coisas, o vilão planejava destruir o Universo (genocídio estelar).



A Saga de Thanos e o surgimento das Joias e da Manopla do Infinito


Uma longa sequência de histórias fez surgir os itens que são parte importante dos novos filmes da Marvel.


  

   
                               

Criado por Jim Starlin, a primeira aparição de Thanos aconteceu na revista Iron Man # 55. As primeiras “sagas” do personagem (contra o Capitão Marvel e Adam Warlock) foram publicadas originalmente entre 1973 e 1977, nos Estados Unidos, e parte delas saiu no Brasil na revista Heróis da TV, da Editora Abril, sendo coletadas posteriormente, com outras que não haviam sido publicadas antes, na minissérie em cinco edições A Saga de Thanos. 


Nessa trama original, o leitor fica sabendo que Thanos nasceu em Titã, satélite de Saturno, um paraíso autossuficiente. Ele é filho de Mentor e irmão de Eros. Ao tentar usurpar o poder, acaba exilado, mas junta um exército de mercenários para se vingar.

Mentor pede auxílio ao seu pai, a entidade conhecida como Kronos, que cria o ser chamado de Drax, o Destruidor, com o propósito de matar o vilão. Drax surge com a união do espírito de um homem morto juntamente com sua esposa por Thanos, colocado num corpo poderoso criado por Kronos. A filha do casal, que sobreviveu, é adotada por Mentor e se tornaria a heroína Serpente da Lua.

Drax é derrotado por Thanos, que consegue tornar-se governante de Titã e segue com seu exército espalhando uma trilha de sangue pelo cosmo.

Thanos, apaixonado pela Morte (representada como uma entidade sempre envolta num manto com capuz), almeja conquistar e oferecer-lhe a Terra e, para isso, precisa obter o Cubo Cósmico, instrumento vital para seus planos.

   



Inimigo: Capitão Marvel

No caminho do Titã estava o Capitão Marvel, criação de Stan Lee e Gene Colan. Originário da raça Kree, Marvel veio para a Terra para atuar como espião, mas acabou se afeiçoando aos terráqueos e foi considerado culpado de traição. Durante a saga contra Thanos, ele é modificado pelo ser conhecido como EON, que amplia seus dons e dá ao herói uma espécie de consciência cósmica.

Na Terra, Thanos consegue seu intento de obter o Cubo Cósmico, aprisiona Kronos e derrota o Capitão Marvel, Drax, Serpente da Lua e os Vingadores. Ele utiliza o cubo para juntar sua essência com o universo, tornando-se um deus. Os heróis conseguem se recompor e contra-atacar, mas só chegam à vitória graças ao Capitão Marvel, que com seus poderes ampliados percebe que, destruindo o cubo, destruiria o Titã, pois o objeto seguia sendo seu instrumento de energia.





Mas o vilão não morre. Na verdade, seu corpo volta ao estado normal e fica vagando pela galáxia, até ser encontrado pela sua nave, cujos computadores estavam programados para o caso de ele precisar ser resgatado.


Thanos voltaria a aparecer, então, nas histórias de Adam Warlock.

  



Inimigo: Adam Warlock

Criação de Stan Lee e Jack Kirby, Warlock tem sua origem nas HQs do Quarteto Fantástico, surgindo de dentro de um casulo, como um ser embrionário, criado por cientistas de uma organização chamada Colmeia, na Cidadela da Ciência, que tinham a intenção de fazer o ser humano perfeito, predecessor de uma nova raça. A princípio chamado de “Ele”, o ser não aceita se submeter aos seus criadores e vai embora. Em outra história, ele volta em busca de uma companheira e escolhe a deusa Sif, que o coloca em confronto com Thor. Derrotado, “Ele” volta a criar um casulo e flutuar pelo espaço, até que é encontrado pelo Alto Evolucionário.

   



Agora numa HQ com roteiro de Roy Thomas e arte de Gil Kane, o Alto Evolucionário foi o criador de uma raça chamado Novos Homens, criaturas meio homens, meio animais. Porém, da mistura de um homem com um Lobo, surgiu o Homem-Fera, que liderou uma revolta contra seu criador. Com a ajuda de Thor e do Hulk, esses Novos Homens acabam exilados num planeta distante.

O Alto Evolucionário encontra o ser chamado “Ele” no espaço e narra sua nova empreitada: criar um planeta com uma nova espécie de ser humano, sem instinto assassino e desprovido de violência. Em menos de um dia, ele acelera a evolução de um planeta chamado Contraterra, mas não percebe a volta do Homem-Fera, que altera o plano inicial e corrompe seu novo planeta. “Ele” irrompe do casulo e ajuda o Alto Evolucionário, mas o vilão e seus auxiliares fogem.

Decepcionado, o Alto Evolucionário decide destruir o planeta que acabara de criar, mas “Ele” se propõe a defender a nova raça humana. Comovido, o Alto Evolucionário o batiza com o nome de Warlock e o presenteia com a Joia Espiritual, para ajudar na luta contra o Homem-Fera. Chamado de Adam pelas pessoas que o encontram, seu nome passa a ser Adam Warlock.

Após diversas aventuras na Contraterra, Warlock entra em nova fase, com roteiro e arte de Jim Starlin. Ele descobre que uma ordem chamada Irmandade Universal está impondo seu poder por toda a Galáxia e aqueles que são contra são exterminados. O líder, Magus, afirma ser um deus e também o alter ego de Warlock – ambos são o mesmo ser, mas em épocas diferentes.

  



Sobre essa fase, vale citar o que afirma o livro Marvel Comics – A História Secreta: “As aventuras de Adam Warlock eram veículos perfeitos para as reflexões de Starlin sobre o preço do poder e para as desconfianças que ele nutria contra o institucionalismo rígido.”

Warlock enfrenta os aliados de Magus e vai perdendo aos poucos o controle de sua Joia Espiritual, que ganha vida e suga as almas de seus adversários, passando a carregar em si a essência e as memórias dessas pessoas. Na luta contra o vilão, ele ganha dois aliados, o troll Pip e a misteriosa Gamora, a “mulher mais perigosa da Galáxia”.

O plano de Gamora, sob o comando de um misterioso mestre, é impedir a transformação de Warlock em Magus. Isso acontecerá a partir do momento em que Magus, também detentor da joia (afinal, ele é Warlock no futuro), atacar sua versão do presente e invocar o ser conhecido como Intermediário, que o fará flutuar por milênios pelo universo, sendo impregnado com os “mistérios negros” do caos e da ordem, passando por uma transformação e ressurgindo na figura de Magus.


Gamora falha em sua intenção de matar Magus e seu mestre é obrigado a intervir – Thanos surge novamente. Ele quer impedir a transformação de Warlock, pois sabe que Magus será um grande empecilho em seu futuro. Com a colaboração de Thanos, a linha temporal na qual Magus surge é apagada e ele desaparece da existência.

O tempo passa e Warlock encontra Gamora à beira da morte, pois ela tentou impedir Thanos de cometer genocídio estelar. Ele utiliza a joia para absorver a alma de Gamora e parte para a Terra, para pedir ajuda aos Vingadores e ao Capitão Marvel. Thanos estava de posse de cinco Joias Espirituais – a primeira roubada do viajante espacial conhecido como Estranho, a segunda localizada no planeta-prisão de uma raça alienígena, a terceira encontrada em uma caverna de um mundo chamado Deneb IV, a quarta após assassinar um monstro chamado Xiambor e a quinta encontrada na lua terrestre, deixada lá pela entidade conhecida como Jardineiro. Sem que Warlock tivesse percebido, durante sua breve aliança com o Titã para enfrentar Magus, este absorvera de sua joia os elementos que precisava para, juntamente com as demais pedras, construir uma gigantesca joia sintética, com a intenção de explodir todas as estrelas do firmamento.

Eles entram em conflito com Thanos, que mata Adam Warlock, mas Homem de Ferro e Thor conseguem destruir a joia sintética. Porém, agora de posse da joia de Adam Warlock, o Titã decide utilizá-la para explodir o Sol e acabar com a Terra.

Capitão Marvel, os Vingadores e ainda o Coisa e o Homem-Aranha tentam deter o Titã, sem sucesso, até que o herói aracnídeo consegue liberar a Joia Espiritual e trazer Warlock de volta – ele estava junto com as demais almas vivendo em paz dentro da joia. Libertado, Warlock surge somente para atacar Thanos e dá cabo de sua vida, transformando-o em pedra, voltando então para o reino das almas.

Fim.

Fim?
    



Inimigo: Surfista Prateado

Com roteiros de Starlin e arte de Ron Lim, em Silver Surfer # 34 (1987), publicado no Brasil na revista Superaventuras Marvel # 131, o Surfista Prateado descansa e tem um sonho. Nele, a morte liberta uma alma para corrigir um desiquilíbrio no universo, mas alerta essa alma que seu adversário será o ser conhecido como Surfista Prateado – o Surfista acorda e descobre que não era somente um sonho. Na última página da aventura, Thanos está de volta.

Na história seguinte, em Superaventuras Marvel # 132, ele revela suas intenções ao Surfista: exterminar 50% da população do universo para restaurar o equilíbrio, pois a balança está a favor da vida. Enquanto isso, a entidade Kronos percebe o retorno do Titã Louco e ressuscita Drax, que retorna numa encarnação embrutecida e com pouca inteligência (como ele havia morrido é uma longa história que não cabe aqui).

O Surfista está disposto a deter Thanos, mas este faz o herói atacá-lo e acreditar que o matou, caindo em um engodo. O que seria o corpo de Thanos, na verdade de outro ser, alterado cirurgicamente, é levado pelo Surfista para seu pai, Mentor, em Titã. Enquanto isso, o vilão coloca seu plano em ação na minissérie em duas partes Thanos – Em busca de poder, publicada pela Editora Abril em formato americano, em duas partes, em 1993.

     


   



Inimigos: Os Anciões

Thanos avisa à Morte que vai partir em busca das seis joias para canalizar seu poder, pois agora ele sabe qual a verdadeira natureza das gemas, e cumprir com a missão de restabelecer o equilíbrio entre vida e morte, matando metade das criaturas sapientes do Cosmo.

Ele enfrenta e derrota, respectivamente, os poderosos seres conhecidos como o Intermediário, o Campeão, o Jardineiro, o Corredor, o Colecionador e o Grão-Mestre. O primeiro é um ser criado pela Ordem e pelo Caos para ser seu arauto e manter o equilíbrio do Universo. Os demais são todos Anciões do Universo, parte de uma raça espacial muito antiga e quase extinta.

Assim, Thanos consegue obter as gemas que tanto queria:

Joia Temporal – o poder de alcançar e modificar passado ou futuro;

Joia Espacial – o poder de estar em qualquer lugar ou em parte alguma, ao mesmo tempo;

Joia Mental – alcançar e alterar os sonhos e aspirações de todos os seres do universo;

Joia do Poder – a ferramenta para reesculpir a existência. Ela fornece energia às outras joias;

Joia Espiritual – um item que permite manipular e controlar as almas dos vivos e dos mortos;

Joia da Realidade – permite o inconcebível, basta sonhar que o sonho acontece.

Ao analisar as joias, o Titã afirma que um nome melhor para o conjunto delas é “As Joias do Infinito”.



   


Inimigo: todo o Universo Marvel


Finalmente, em Silver Surfer # 44 (publicada no Brasil em Superaventuras Marvel # 148), Thanos aparece pela primeira vez utilizando a Manopla do Infinito – na verdade, nada mais do que sua luva com as joias acopladas. Nessa HQ, Thanos conta que as Joias do Infinito faziam parte de um ser onipotente que vivera havia milênios, mas julgando sua existência sem sentido e intolerável, cometera suicídio. Das cinzas desse ser surgiu o Universo e as joias são a alma reencarnada dessa criatura. Então, ele derrota facilmente o Surfista e Drax, absorvendo suas almas. Até Mefisto, que tenta uma artimanha para ficar com a manopla, é facilmente superado por Thanos.


No reino da Joia Espiritual, Adam Warlock encontra Drax e o Surfista Prateado numa HQ publicada em Superaventuras Marvel # 150. Ele promete estar ao lado de Norrin Radd (o nome do Surfista antes de ser transformado por Galactus) quando este precisar de ajuda.

Em Superaventuras Marvel # 153, Thanos assume a forma de pedra com a qual “morreu” pela primeira vez e volta a se encontrar com o Surfista, explorando a alma do herói e afirmando que conhece seu lado sombrio. Esgotado, o Surfista chega à Terra e invade o santuário do Doutor Estranho para pedir ajuda. 

   
 

Começa então a saga Desafio Infinito, publicada pela Editora Abril em 1995, com roteiro de Jim Starlin, arte de George Perez e Ron Lim. Thanos utiliza a manopla para quase exterminar todo o Universo Marvel, tanto os super-heróis quanto os seres cósmicos – Lorde Caos, Mestre Ordem, Galactus, Estranho, Amor, Ódio, o Tribunal Vivo, os Celestiais e a Eternidade – que aceitam lutar sob o comando de Adam Warlock, que no final da aventura, depois de várias reviravoltas e com Thanos derrotado, acaba tomando para si o poder da Manopla do Infinito. 

   


Não acabou nisso, claro. Mas é essa a origem do poder que Thanos pretende obter e comandar para enfrentar os Guardiões da Galáxia e os Vingadores nos futuros filmes da Marvel.



Adam Warlock 

  


Enquanto a primeira batalha de Thanos era travada, um outro ser seguiria sua vida. Anos atrás, cientistas do Enclave (também conhecidos por Colméia, inimigos do Quarteto Fantástico) e que almejavam a dominação do planeta através da criação de uma raça de humanos supremos, conseguiram criar um ser de incrível poder. No entanto, o ser criado se descontrolou e destruiu seus criadores que considerava maus, se fechando logo em seguida num casulo. Sem nome, ele se auto denominaria de "Ele", ao ressurgir do casulo e confrontar Thor. Derrotado pelo Deus do Trovão, voltou para o casulo e partiu da Terra, em seguida, sendo encontrado pelo Alto Evolucionário. Este estava construindo um novo mundo, o qual batizara de Contra-Terra. Essa nova Terra, do outro lado do Sol, deveria ser um mundo erradicado do mal e do ódio. Entretanto, o homem-deus havia criado anos antes um ser que se tornaria totalmente perverso, o chamado Homem-Fera. O Homem-Fera interveio na criação da Contra-Terra, fazendo penetrar a maldade nos corações humanos e assim, toda a história da humanidade se repetiu em algumas horas. Assistindo a tudo, "Ele" se aliou ao Alto Evolucionário e investiria contra o Homem-Fera. Este fugiria para a Contra-Terra e "Ele" iria ao seu encalço, batizado agora pelo nome de Adam Warlock. Warlock, com a joia espiritual dada pelo alto Evolucionário, perseguiu seu inimigo até encontrá-lo e aparentemente derrotá-lo. Todavia, o Homem-Fera conseguiria se tornar presidente dos Estados Unidos da Contra-Terra, dominando toda uma nação.




O Hulk, por acidente, acabaria indo parar na Contra-Terra e auxiliaria Warlock no confronto final com o vilão, quando o Homem-Fera seria reduzido à simples forma de lobo.



Magus

Antes disso, Adam partiria para o espaço, onde viveria algumas aventuras, até se deparar com o maior desafio de sua vida, o vilão chamado Magus. Ele era, na verdade, a contraparte maligna de Warlock, o seu "eu" do futuro. Todavia, apesar de Magus ser um tirano que conquistara diversos mundos, ele ainda era um campeão da vida. Sendo assim, ele não tardaria a se defrontar com o campeão da morte, Thanos o Titã! Thanos e Warlock se uniram para enfrentar Magus, juntamente com Pip o Troll, e Gamora, serva de Thanos e considerada a mulher mais perigosa do Universo. Juntos, eles conseguiram destruir a linha temporal que transformaria Warlock em Magus e o vilão desapareceu.



As Joias do Infinito

Em seguida, Thanos começou a tramar seu novo plano: partiu em busca das seis Joias do Infinito, a fim de provocar um genocídio estelar e assim, reconquistar o seu amor, a Senhora Morte, que o rejeitara após sua primeira derrota. Gamora, ao descobrir os planos de seu mestre, investiu contra ele e acabou morta. Warlock a encontrou e recolheu seu espírito para sua Joia do Infinito e em seguida foi ao encontro de Pip, que também já estava morto pelas mãos do tirano. Adam fez o mesmo com a alma do Troll e partiu para a Terra para alertar os heróis. 

  Amante da Morte


Assim, novamente os Vingadores, a Serpente da Lua e o Capitão Marvel se uniram, junto a Warlock, para deter Thanos. O Titã já estava com as joias, exceto a de Warlock, e conseguiu construir uma gema gigante, com o poder de dizimar as estrelas. Após confrontar o vilão, Warlock acabou morto e os Vingadores, aprisionados. O "eu" de Warlock que acabara de derrotar Magus surgiu nesse momento, para recolher sua alma derrotada por Thanos para a joia do Infinito. Em seguida, ele volta no tempo para reiniciar o ciclo.

Mesmo aprisionada, a Serpente da Lua consegue enviar um chamado telepático para o Homem-Aranha, que se alia ao Coisa e ambos vão atrás de seus companheiros. O Aranha consegue libertá-los, mas os heróis ainda não são páreos para o confronto que se segue.

Enquanto isso, Mestre Caos e Lorde Ordem, duas entidades cósmicas que monitoravam a batalha, induzem o Homem-Aranha a libertar Warlock da joia espiritual, para que ele executasse uma última missão. O Aranha consegue libertar Adam e esse confronta Thanos definitivamente, o transformando numa estátua de pedra e partindo em seguida. Feito isso, Adam Warlock é enterrado e os heróis se vêem livres de Thanos por um bom tempo.



Desafio infinito 

  


Anos mais tarde, Thanos retornaria. Como ele amava a Senhora Morte, ela decidiu ressuscitá-lo, com a condição de que ele exterminasse metade da população do Universo. Desta vez, o Titã estava decidido a não falhar. Por isso, convenceu o seu amor a permitir que ele fosse novamente em busca das seis joias espirituais, agora rebatizadas de Joias do Infinito. Cada uma delas controlava algo essencial no Universo: o espaço, o tempo, a mente, o poder, o espírito e a realidade.

Thanos partiu em sua caçada e foi vitorioso. Forjando então a Manopla do Infinito, ele uniu as seis joias, se tornando novamente um deus, onipotente, onipresente e onisciente. Isso ativou a cobiça de Mefisto, pai dos demônios e encarnação do mal, que forjou uma aliança com Thanos na esperança de tomar a manopla para si. Entrando em conflito direto com o Surfista Prateado e Drax, o Destruidor, Thanos acabou por enviar as almas de ambos à joia espiritual, onde encontraram Warlock e seus seguidores. 

   


Desta forma, Adam ficou sabendo da volta de Thanos e teve de voltar à vida. Rapidamente, os heróis da Terra reuniram-se para engendrar um plano que pudesse deter o vilão insano. Mas nem todas as alianças do Universo poderiam impedir Thanos de realizar o desejo de sua amada: num estalar de dedos, o Titã consegue realmente exterminar metade da população do Universo!

Assim inicia-se o Desafio Infinito, uma corrida desesperada para deter o deus louco, que reunia em sua fortaleza o seu irmão Eros, também conhecido por Starfox, e sua neta, Nebulosa, presa na forma de uma morta-viva. Thanos gargalhava ao manter o irmão preso e a neta na forma torturante, enquanto tentava agradar sua amada Morte. Logo, as dezenas de heróis da Terra entraram em confronto direto com o vilão, que poderia dizimar a todos com um reles pensamento, mas preferiu se divertir. Liderados por Warlock, eles deram tudo de si, sem muito poder fazer. Sem saída só restou a participação das entidades cósmicas Mestre Caos e Lorde Ordem, Eternidade e Infinito, Galactus e o Vigia, as encarnações do Amor e do Ódio (seres abstratos, a personificação do amor e do ódio) e outros! Mas em vão um, a um, foram derrotados pelo titã.

Mas Thanos já era imortal mesmo com todo o seu poder. Ele tinha os poderes de um deus, mas não sabia agir como tal. Logo, acabaria cometendo um erro estúpido e aí fracassaria. E isso ocorreu no instante em que ele deixou seu corpo para novamente fundir sua essência à do Universo. Enlouquecido, o vilão não percebeu que a fonte do poder ainda estava em seu corpo, deixada à mercê de sua neta. Sem perder essa chance, Nebulosa agarrou a Manopla do Infinito e restaurou-se. O Titã instantaneamente voltou ao seu corpo, iniciando outro conflito.

   





Nebulosa aprisionou seu avô e desejou que "com a exceção da minha posse sobre a manopla" que tudo volte a ser como 24 horas atrás. As pessoas que Thanos havia dizimado foram revividas. No entanto, Nebulosa cometeu um grave erro: como tudo voltou a ser como era 24 horas atrás, ela voltou a sua forma de morta-viva e perdeu a manopla. Com isso, o conflito mais uma vez se reiniciou... Do conflito que se seguiu, Warlock se apoderou da Manopla do Infinito e jurou usá-la com sabedoria. Mais tarde Warlock mostrou que Thanos aparentemente tem um ponto fraco bem peculiar. Quando teve em mãos o Cubo Cósmico, em vez de matar o Capitão de imediato, preferiu envelhecê-lo, o que deu tempo ao herói, mesmo estando velho, de despedaçar o Cubo, derrotando-o e que recentemente após tomar o lugar de Eternidade e deixar seu corpo desprotegido, Thanos testemunhou Nebulosa tomar-lhe a Manopla do Infinito, de modo que por essas razões, se fazem verdadeiras as palavras de Warlock, de que Thanos se deixou derrotar porque no fundo, não merece e nunca merecerá os grandes poderes que obteve.

Assim, Thanos, após três derrotas, aposentou-se. Entretanto, uma nova ameaça surgiria tempos depois…

 



Guerra infinita

Warlock, em sua onipotência, expeliu de seu ser todo o bem e todo o mal, para que nenhuma destas facetas nublasse suas decisões. Assim sendo, a parte má de Adam deu novamente origem a Magus, que agora retornaria ainda mais maquiavélico que outrora.

Desta vez, o vilão criou uma contraparte para cada herói, iniciando a Guerra Infinita: uma epopéia que fez Thanos ressurgir e se aliar a Warlock e sua Guarda do Infinito.

Privado pelo Tribunal Vivo de ser o único detentor das joias do infinito, Warlock distribuiu-as aos seus amigos: Drax ficou com a joia do poder; Gamora, com a do tempo; Pip, com a do espaço; a Serpente da Lua, com a da mente e ele, com a sua joia da alma. A joia da realidade ficou com um guardião secreto. Agora, no entanto, as joias não mais poderiam agir em uníssono.

Novamente unidos, a Guarda do Infinito, os heróis e Thanos partiram contra Magus. Acreditando que o único meio de deter o vilão seria usar o poder da Manopla do Infinito, Galactus partiu com Gamora para pedir ao Tribunal Vivo que reconsiderasse sua decisão. O Tribunal afirmou que a decisão não era dele, mas sim do Eternidade, que agora encontrava-se catatônico.

Enquanto isso, a batalha era travada e a Manopla do Infinito era novamente forjada, aguardando a decisão de Eternidade para que elas pudessem funcionar em uníssono. O Doutor Destino e Kang, o Conquistador uniram forças para confrontar Magus e quase conseguiram derrotá-lo. Quase.

Galactus, com a ajuda de Gamora, consegue tirar Eternidade de seu estado e este permite que as joias funcionem em uníssono, no exato momento em que Magus iria entregar a Manopla ao Dr. Destino. Dotado do poder do infinito, Magus virou o jogo, o que parecia ser a perdição do Universo. Entretanto, a joia da realidade que se encontrava na Manopla era falsa, o que permitiu a Warlock seu trunfo. Magus, em sua percepção alterada da realidade, acabou derrotado por Warlock e aprisionado na joia da alma.

 

Cruzada infinita

Depois da última saga em que confrontou a parte má de Warlock, o que aconteceria quando os heróis se deparassem com a parte boa? Assim, logo surgiu a Deusa, com planos de pacificação universal. Foi iniciada a saga Cruzada Infinita. Reunindo todos os cubos cósmicos do Universo, a contraparte benéfica de Warlock conseguiu criar o Ovo Cósmico, com o qual reuniu diversos heróis que a seguiram. Diversos, mas não todos. Desta forma, formaram-se duas facções de heróis que não tardariam a se confrontar.

Depois dos confrontos entre os heróis, a Deusa teria a ilusão de ter tido sucesso em seu plano, mas Thanos a confrontaria diretamente, enviando-a ao plano astral, onde ela se defrontaria com Warlock, também em sua forma astral. Na batalha que se seguiu, Warlock conseguiu aprisionar também a Deusa na joia da alma, encerrando-se o conflito.

Abismo infinito

Desistindo de tornar-se senhor do Universo ou de destruí-lo, Thanos passa a dedicar-se à pesquisa científica e em certo momento, cria duplicatas dele mesmo. Clones, por assim dizer, mas unidos ao DNA de outras entidades universais. Estas cópias acabam libertando-se do domínio de seu mestre e, sendo adeptas da fase niilista do Titã, acabam causando sérios problemas à realidade.

Na saga intitulada Abismo Infinito, Thanos volta a se aliar aos heróis e Adam Warlock acaba conhecendo Atlez, a entidade responsável por ancorar a realidade e impedir que ela caia no Abismo Infinito. Estando às portas da morte, Atlez pede que Warlock lhe traga a sua herdeira, Atleza, para que esta assuma o seu lugar. Enquanto Warlock executa essa tarefa, os heróis confrontam e derrotam as contrapartes de Thanos, até terem de se virar com a última delas e mais poderosa: aquela oriunda do DNA de Galactus.

Sob liderança do titã, os heróis novamente conseguem a vitória, mas a paz dura pouco. Akhenaton, um antigo faraó egípcio que fora abduzido por alienígenas e tornado-se onipotente, agora ressurge para reclamar seu poder sobre a Terra.

Durante Universo Marvel: O Fim¸ as estranhas alianças são novamente forjadas para deter um deus enlouquecido e Thanos encontra o Coração do Universo, um emaranhado de energias cósmicas que fica na nave das estranhas criaturas que concederam os poderes a Akhenaton. Mergulhando no Coração, Thanos recebe o Poder de Deus e consegue derrotar o faraó e reverter seus estragos. Contudo, descobre que o Universo ruma para o fim, graças a uma manobra arquitetada por seu predecessor como Deus. Sacrificando-se por um bem maior, Thanos acaba destruindo a Realidade e recriando-a logo em seguida.



A Redenção de Thanos

Mas Thanos não permaneceria morto por muito tempo, é claro. Depois de reconstituir-se, ele agora passava a ponderar sobre sua vida. Thanos tornara-se onipotente e onisciente, o que mudou a sua filosofia de vida. A partir daí, o titã partiu em busca de redenção e seu primeiro passo foi visitar o sistema de planetas de Rigel, a quem ele havia causado enorme sofrimento anos antes.

A fim de compensar tais atos, o titã enfrentou o próprio Galactus, que estava prestes a consumir um dos planetas de Rigel. Thanos não conseguiu detê-lo, mas descobriu que o Devorador de Mundos estava engendrando um plano para livrar-se de sua fome voraz, para sempre. Contudo, o que Galactus não sabia é que estava sendo manipulado por uma entidade de outra dimensão, a chamada Fome. Inadvertidamente, Galactus acabou libertando Fome e forçando Thanos a uma manobra arriscada para novamente, salvar o universo. O titã tem sucesso ao fazer dois mundos colidirem entre Fome, aparentemente exterminando-a.

Depois de fazer as pazes com Galactus, Thanos prossegue em sua jornada interminável em busca de redenção.

Saga Aniquilação

Recentemente na série Aniquilação publicada nos Estados Unidos, Thanos é assassinado por Drax O Destruidor. Há várias suposições sobre sua morte, a mais aceita é que momentos antes, Drax adquiriu uma aura de cor verde que fez com que ele matasse Thanos, porém isso não foi esclarecido. Mas na cena da morte de Thanos, ele é distraído por uma visão da Morte e é isso que faz com que o semi-deus seja morto por Drax, que o golpeia nas costas, acabando por lhe romper o peito e arrancar o coração… A sua última frase ao vêr a Morte e ser assassinado é: "interessante…" No fim da saga Aniquilação, Thanos e a Morte aparecem juntos como um casal. Thanos enverga um manto negro tal como a Morte e uma forma branca e etérea como ela… Na parte final da saga ambos testemunham o confronto final entre Nova e o Aniquilador… Aparentemente o titã encontrou a redenção nos braços da sua amada…

Imperativo Thanos

Houve uma ruptura no tecido da realidade e isso fez com que os seres liderados por Mar-vell do universo paralelo conhecido como Cancerverso, uma realidade onde a Morte não existe, tentassem invadir a realidade 616. Os Guardiões da Galáxia com o cubo cósmico ressuscitam o titã, pois só ele poderia trazer a morte àquele lugar.

Thanos surpreende à todos quando imediatamente oferece rendição, e assim ele se prepara para ser sacrificado. Mas era apenas um plano arquitetado por ele, pois com seu sacrifício ele traz a morte para aquele lugar causando um colapso do mesmo.

Mas mesmo depois de tudo, mais uma vez a morte rejeita ele, deixando o titã furioso prometento destruir todo o universo. Depois de teleportar os guardiões de volta, Peter Quill e Nova seguram Thanos dentro do universo em colapso para acabar de vez com sua ameaça. Depois do sacrifício do Nova, Starlord voltou para a realidade 616 assim como o titã por meios desconhecidos.

O Fim da Morte

Thanos, em um esforço para manter Deadpool longe de sua amada Morte, o amaldiçoou à imortalidade. No entanto, a personificação da morte também tinha sido sequestrada, o que significa que mais nada no universo poderia morrer também. Quando Deadpool, acreditando que Thanos era responsável, foi tentar derrotá-lo, mas o titã anulou a sua maldição, transformando Deadpool na única criatura mortal no universo, matando-o.

No entanto, ao perceber que a morte só iria falar com Wade, Thanos o ressuscitou ao fim de salvá-lo.

Infinito (2013)

Despertado pelas joias do infinito nas mão dos Illuminatis, Thanos chamou generais chamados de Ordem Negra (Corvus Glaive, Fauce de Ébano, Supergigante, Próxima Meia-noite, Anão negro) para invadir a Terra sem Vingadores (chamados para lidar com os construtores no espaço). Primeiro ele arrasaria planetas que se recusassem à pagar um pequeno tributo: A morte de todos os jovens entre 16 e 22 anos. Mas ele escondia seu verdadeiro objetivo, matar seu filho inumano, Thane.

Após os Inumanos negarem pagar o tributo ao titã, Thanos visitou Raio Negro na evacuada cidade de Attilan. Raio Negro entrou em confronto e com um grito acionou as bombas terrígenas atingindo toda a Terra. Attilan foi destruída, mas Thanos saiu ileso.

Namor depois de ver seu reino arrasado pelo Pantera Negra, disse para Próxima Meia-Noite que as Joias do Infinito se encontram em Wakanda. Thanos junto de seu exército invade Wakanda e encontra lá Cisne Negro e Terrax presos mas ele os mantém lá. Boca de Ébano comunica Thanos que achou seu filho. Depois de um confronto dos Vingadores com Thanos, Ébano trai ele e liberta Thane para aceitar seu destino (ser melhor que Thanos na sua busca pela aniquilação) ou morrer. Thane usa seus poderes e coloca Thanos num âmbar de morte em vida.

Cabala

Corvus que havia se regenerado dentro do âmbar, Próxima Meia-Noite e Thanos foram libertados por Namor (que se separou dos Illuminatis) e assim foi formado a Cabala. Começava assim uma batalha entre os Illuminatis (buscando a salvação do universo), a Cabala (que massacrava outras dimensões para salvar o universo) e os Vingadores (buscando a solução para salvar todos os universos além do 616). O que ocorria na verdade, é que um evento fez com que todos os universos colidissem um com os outros (tendo como ponto central a Terra). Os Illuminatis e a Cabala acreditavam que se destruissem todos os outros universos, iam salvar o 616.

O Tempo se Esgota

A Cabala conseguiu o apoio do governo e das pessoas sendo permitida assim tomar Wakanda, enquanto os Illuminatis eram perseguidos pelos Vingadores. A Cabala protegia o universo mas também sentiam prazer em massacrar estas outras dimensões. Namor agora se sentia enojado com os métodos da Cabala. Namor disposto a se redimir, concebeu um plano com os Illuminatis de destruir a Cabala. Uma nova incursão estava no horizonte, no qual o outro mundo havia sido devastada pela Sidera Maris. Namor levaria a Cabala a ele, ativaria um injetor anti-matéria, e deixaria eles morrerem com a outra Terra, impedindo-os de fugir com o uso de uma plataforma da IMA capaz de criar uma barreira impenetrável entre as duas Terras colidindo. No entanto ele foi traído pelo Pantera Negra e Raio Negro, que o empurrou para a Terra à ser destruída. Namor mentiu sobre sua intenções para a Cabala, e assim eles foram para um outro universo em incursão. O outro universo era o Ultimate, onde a Cabala se aliou ao Criador (Reed Richards Ultimate). Haviam agora apenas dois universos, o 616 e o Ultimate.

Uma grande batalha ocorreu entre os heróis 616 e os do outro universo, mas nenhum conseguiu sair vitorioso. Thanos, a Cabala (Maximus, Cisne Negro, Corvus, Namor, Meia-Noite, e Terrax), o Criador agora procuram um jeito de se salvar do fim. Maximus cria um "bote salva-vidas" que salvaria eles do fim de tudo.

Guerras Secretas (2015)

Depois de meses, a cabala finalmente consegue sair do bote, e encontra imediatamente um novo mundo, o Mundo de Batalha, em que Doom era o rei. O mundo era repartido com pedaços de várias realidades, e cada um desses domínios eram comandados por barões escolhidos. Thanos e a Cabala se aliam aos Illuminatis restantes para roubar a fonte do poder de deus de Doom. Enquanto T'Challa buscava uma manopla do infinito deixada pelo Dr Estranho. O Criador e Reed Richards (1610 e 616) procuravam a fonte, Thanos arquitetou um plano para que uma muralha que protegia o mundo de zumbis, ultrons e a onda da aniquilação saísse. Na batalha final entre o Profeta (Maximus), a Capitã Marvel aliada do barão Sinistro e sua força de clones, e um grupo de Thors enfrentando os Hulks do barão Maestro e Apocalipse e Holocausto, aparece o Titã pela muralha com um exército de ultrons. Ele imediatamente zomba, dizendo que Doom não era merecedor de tal poder. Doom mata o titã com apenas um golpe.

Poderes e habilidades

De longe, o mais forte e mais poderoso Titan Eterno, Thanos é um mutante super-humano cujo corpo enorme nasceu com a capacidade de sintetizar energia cósmica para certos usos pessoais. Thanos aumentou seu poder através de amplificação biônica, melhorias místicas e como resultado de ser revivido pela própria Morte.

Inteligência Super-Humana: Possivelmente a habilidade mais perigosa de Thanos é sua mente. O intelecto de Thanos é dedicado a aumentar seu próprio poder e a aniquilar toda a vida. Thanos é um gênio em virtualmente todos os campos conhecidos da ciência avançada e criou tecnologia muito superior a ciência contemporânea da Terra. Ele também já mostrou adaptar-se rapidamente a novas situações de batalha, como mostrado em sua luta contra o Campeão do Universo, que o superava fisicamente e o qual ele venceu se esquivando dele e o acertando com ataques de energia e o enganando a destruir o planeta aonde eles se enfrentavam. Thanos comentou que, comparado a si mesmo, a inteligência de Bruce Banner é apenas grande para os padrões da Terra.

Força Super-Humana: Thanos possui vasta força sobre-humana, cujos limites não são conhecidos. A Morte aumentou sua força além dos seus limites originais para níveis que rivalizam ou superam os dos mais fortes dos Eternos. A força de Thanos é tão vasta que ele destruiu planetas inteiros com a simples força de seus golpes. Ele se provou capaz de enfrentar Thor até mesmo quando ele possuía a Joia do Poder. Sua força é tão vasta que ele foi capaz de facilmente derrotar seres como o Surfista Prateado, socar o Hulk para longe, subjugar fisicamente com facilidade o Bill Raio Beta e Ronan, o Acusador (bem como casualmente quebrar a Arma Universal de Ronan) e a mais impressionante, lutar contra o poderoso Tyrant, embora ele estivesse sendo fortalecido por uma fonte de poder externa. Thanos também pode aumentar sua força com a sua energia cósmica, quando necessário.

Agilidade Super-Humana: Apesar de seu grande tamanho, a agilidade e a coordenação corporal de Thanos são reforçadas a níveis que estão além dos limites físicos do melhor atleta humano. Sua agilidade é aproximadamente parecida com as de um Eterno normal.

Reflexos Super-Humanos: O tempo de reação de Thanos é melhorado ao nível que está além dos limites naturais físicos do melhor atleta humano. Como sua agilidade, os seus reflexos estão na média para um Eterno.

Velocidade Super-Humana: Apesar de sua massa muscular ser enorme, Thanos é capaz de se movimentar a velocidades maiores do que os melhores atletas humanos.

Vigor Super-Humano: A musculatura de Thanos não produz quase nenhuma toxina de fadiga durante atividades físicas. Como resultado, ele tem uma resistência super-humana a todas as atividades físicas.

Leve Invulnerabilidade: Antes de sua "morte", Thanos possuía um grau impressionante de resistência a danos físicos, até mesmo comparado aos outros Eternos. Após sua ressurreição, a Morte aumentou suas habilidades para que pudesse resistir a ferimentos de níveis muito maiores e o tornando quase invulnerável. Ele resistiu ataques a queima-roupa fortes o suficiente para destruir planetas sem sofrer qualquer dano. Ele resistiu a rajadas do Surfista Prateado saindo ileso. Ele resistiu a uma surra do Thor enfurecido, o qual estava empunhando a Joia do Poder, ficando apenas com o nariz sangrando. Ele possui uma incrível resistência que mostrou ser capaz de sobreviver a rajadas a queima-roupa de Odin e Galactus. Thanos recentemente resistiu a três gritos completos do Raio Negro, um deles a queima-roupa sem causar nenhum dano significativo.

Imortalidade: Thanos, como todos os Eternos, é imortal no senso de que é imune a todas as doenças e infeções conhecidas, e é imune aos efeitos da idade. Thanos foi anteriormente banido pela própria Morte de entrar em seu reino, dando a ele verdadeira imortalidade. Não importa a gravidade do dano, Thanos é incapaz de morrer e se recupera completamente. Esse banimento da Morte já foi removido.

Fator de Cura Acelerado: Apesar de sua extraordinária resistência, é possível ferir Thanos. No entanto, como todos os Eternos, Thanos é capaz de regenerar o tecido danificado com uma velocidade muito maior e eficaz que qualquer humano. Seus poderes de cura não são tão desenvolvidos como os de alguns Eternos. Alguns Eternos são capazes de regenerar qualquer tecido destruído. Dada as circunstâncias de sua última morte, aonde seu coração foi arrancado, Thanos não pode regenerar órgãos que estão faltando.

Manipulação de Energia: Thanos demonstrou grande versatilidade no uso de suas habilidades de projeção de energia. Ele demonstrou a habilidade de projetar energia pura como uma força de concussão de energia "magnética", raios de calor infravermelhos de seus olhos e raios disruptores, golpeando alvos separados com suas rajadas óticas, bem como usar a sua conexão mental com sua cadeira tecno-mística para formar escudos incrivelmente poderosos, barreiras e campos de força. A exata extensão das habilidades de projeção de energia de Thanos são desconhecidas, mas suas rajadas foram capazes de deixar seres como Thor e o Hulk inconscientes. Ele também foi capaz de danificar levemente a armadura de Galactus e derrubar o Devorador de Mundos. Colaborando com o Intermediário, Thanos conseguiu o libertar da prisão do Mestre Ordem e Lorde Caos. Tem sido especulado que a natureza da energia cósmica de Thanos pode ser de natureza mística.

Telepatia: Thanos possui habilidades psíquicas. Sua mente é invulnerável a maioria dos ataques psíquicos. Thanos demonstrou a habilidade de se defender contra ataques psíquicos da Serpente da Lua e da Mantis. Ele também deixou um dos Sacerdotes de Pama insano com um gesto e conseguiu fazer o Hulk atacar os seus amigos Vingadores. Thanos também é capaz de se projetar no plano astral.

Manipulação de Matéria: Thanos demonstrou uma certa capacidade de manipular matéria em nível atômico, similar a outros Eternos nascidos na Terra. Em uma ocasião, ele transformou o Skrull, Skragg em pedra.

Lançar Maldições: Thanos parece ser parcialmente talentoso com magia, prova disso, é ele ter amaldiçoado Deadpool para que o mesmo seja incapaz de morrer.

Voo: Após sua luta contra o Senhor das Estrelas empunhando a Gema Mandalay, Thanos mostrou ser capaz de voar com propulsão própria. Se ele adquiriu essa habilidade recentemente ou se ele usa algum equipamento técnico ainda não foi revelado.

Teletransporte: Thanos pode se teletransportar através de distâncias desconhecidas graças a sua conexão com a sua cadeira de transporte tecno-mística. Quando preso no espaço com Terrax, ele não pôde voar, nem se teletransportar, presumivelmente porque sua cadeira foi destruída na luta anterior.

Habilidades

Mestre em Combate Corpo-a-Corpo: embora ele geralmente evite combate físico, Thanos é um formidável combatente corpo a corpo. Ele é particularmente hábil em usar uma combinação de suas capacidades físicas e de manipular energia durante o combate.

Conhecimento Místico: Thanos possui um grande conhecimento de artes arcanas e místicas.

Equipamentos

Manopla do Infinito: Thanos projetou a manopla exclusivamente para guardar as Joias do infinito e através dela, canalizar o poder de cada pedra, com essa poderosa arma, Thanos pode se tornar onipotente, onipresente e onisciente.

Joia da Realidade: capacidade para manipular, criar e desfazer realidades.

Joia da Mente: manipular mentes, criar ilusões, leitura mental e projetar rajadas psiônicas.

Joia do Tempo: manipular o tempo e viajar através dele.

Joia do Espaço: manipular o espaço e teletransportar-se através de dimensões e matéria.

Joia da Alma: manipular e absorver almas, além de ter acesso a todas as almas existentes no universo simultaneamente.

Joia do Poder: pode absorver e manipular uma grande quantidade de energia cósmica e aumentar o poder e a energia das outras joias, além de permitir ao seu portador acesso a toda energia que já existiu, existe ou existirá.



Filmes

Universo Marvel Cinematográfico

   

Josh Brolin como Thanos.

Damion Poitier foi o primeiro ator a interpretar Thanos na cena pós-créditos de Os Vingadores, (creditado como Man #1). A partir do ano de 2014, Josh Brolin passou a interpretar o personagem nos filmes do Universo Cinematográfico da Marvel.

Brolin aparece como Thanos pela primeira vez em Guardiões da Galáxia (2014), onde é apresentado como pai adotivo de Gamora e Nebulosa, ele tenta obter o Orbe através de Ronan, o Acusador; porém é traído pelo mesmo por motivos pessoais.

Thanos reaparece na cena pós-créditos de Vingadores: Era de Ultron (2015), onde é visto recuperando a Manopla do Infinito afirmando que buscará as jóias por si mesmo.

Em Vingadores: Guerra Infinita (2018), Thanos inicia sua busca pelas Jóias do Infinito para modelar a realidade à sua vontade, em meio a isso, ele entra em uma guerra com os Vingadores pelo destino do universo.

Em 2019, Têm Vingadores 4.


                                                         

sexta-feira, 2 de março de 2018

Blade Runner: O Caçador de Androides

    


Blade Runner: Perigo Iminente (PT)
Blade Runner: O Caçador de Androides (BR)

           
                                                                     
Estados Unidos
1982 • cor • 117 min


Direção

Ridley Scott


Produção

Michael Deeley


Roteiro

Hampton Fancher
David Peoples


Baseado em

Do Androids Dream of Electric Sheep?
de Philip K. Dick


Elenco

Harrison Ford
Rutger Hauer
Sean Young
Edward James Olmos
Daryl Hannah


Gênero

Ação
Aventura
Ficção científica


Música

Vangelis


Cinematografia

Jordan Cronenweth


Edição

Terry Rawlings
Marsha Nakashima


Companhia(s) produtora(s)

The Ladd Company
Shaw Brothers
Blade Runner Partnership


Distribuição

Warner Bros. Pictures


Lançamento

 25 de junho de 1982


Idioma

Inglês


Orçamento

US$ 28 milhões


Receita

US$ 32.868.943
(América do Norte)



Site oficial
Página no IMDb (em inglês)


Blade Runner (no Brasil, Blade Runner: O Caçador de Androides; em Portugal, Blade Runner: Perigo Iminente) é um filme de ficção científica neo-noir americano de 1982 dirigido por Ridley Scott e estrelado por Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, Daryl Hannah, Brion James e J.J. Johnson. O roteiro, escrito por Hampton Fancher e David Peoples, é vagamente baseado no romance Do Androids Dream of Electric Sheep?, de Philip K. Dick.

 



O
filme se passa em uma decadente e futurista cidade de Los Angeles em novembro de 2019, decaída com a poluição, o consumismo exacerbado e a consequente busca de novas formas de colonização, para a qual as pessoas são convidadas a aventurarem-se, em outros planetas, em face do colapso da civilização humana, material e moralmente. Destaque-se o quão visionário foi o diretor Ridley Scott, na medida em que a globalização tão amplamente difundida nas últimas décadas, encontra nesta película, um final catastrófico, melancólico e deprimente - animais extintos são clonados e replicados a exemplo do principal quinhão no filme - Replicantes humanos; a existência de uma profusão de culturas, etnias, credos e costumes. Com efeito, mexicanos, chineses, árabes e toda uma gama de culturas convivem neste ambiente sombrio e desanimador. Tal qual podemos vislumbrar o preâmbulo nas sociedades nas quais vivemos atualmente. Neste contexto, seres humanos artificiais, chamados Replicantes, são criados e usados nas mais nocivas atividades, na Terra e, principalmente fora dela. A empresa responsável se chama Tyrell Corporation. Após um motim, os replicantes são banidos na Terra, passando a ser usados para trabalhos perigosos, servis e de prazer nas colônias extraterrenas da Terra. Replicantes que desafiam esse banimento e retornam para a Terra são caçados e "aposentados" pelos operativos especiais da polícia conhecidos como "Caçadores de Replicantes". O enredo se foca em um brutal e astuto grupo de replicantes que recentemente escapou e está se escondendo em Los Angeles, e no aposentado Caçador de Replicantes Rick Deckard, que relutantemente concorda em realizar mais um trabalho para caçá-los.

O filme é uma fina ironia acerca das questões fundamentais que afligem a espécie humana e, é exatamente neste ponto, sob o espectro da moral, da ética e da busca do sentido para a vida, é que as pessoas acabam fazendo com os Replicantes tudo aquilo que as fazem sofrer e o que lhe acarretam as mazelas e vicissitudes da vida.

Blade Runner inicialmente polarizou a crítica especializada: alguns não gostaram de seu ritmo, enquanto outros gostaram de sua temática complexa. O filme foi muito mal nas bilheterias da América do Norte; apesar do fracasso comercial, ele desde então se tornou um clássico cult e é atualmente considerado um dos melhores filmes já feitos. Blade Runner foi elogiado por seu desenho de produção, mostrando um futuro "retrofit", e permanece como um dos principais exemplos do gênero neo-noir. Blade Runner chamou a atenção de Hollywood para o trabalho do escritor Philip K. Dick, com vários filmes posteriores tendo sido baseados por suas obras. Ridley Scott considera Blade Runner como "provavelmente" o seu filme mais completo e pessoal. Em 1993, o filme foi selecionado para preservação no National Film Registry da Biblioteca do Congresso como sendo "cultural, histórica ou esteticamente significante".


Sete versões diferentes do filme já foram exibidas em vários mercados como resultados de mudanças controversas feitas pelos executivos do filme. Um apressado Director's Cut foi lançado em 1992 depois de fortes reações a exibições testes. Isso, em conjunto com a popularidade do aluguel de vídeo, fez este ser um dos primeiros filmes a ser lançado em DVD, resultando em um disco básico com uma qualidade medíocre de vídeo e áudio. Em 2007, a Warner Bros. lançou o The Final Cut, uma versão digitalmente remasterizada de 25 anos feita por Scott, em cinemas selecionados e posteriormente em DVD, HD DVD e Blu-ray.
  

A sequência, intitulada Blade Runner 2049, estreou em 6 de outubro de 2017.


Índice

 

· 1Enredo

· 2Elenco

o 2.11ª Dublagem

o 2.22ª Dublagem

· 3Temas

· 4Produção

o 4.1Escolha do elenco

o 4.2Desenvolvimento

o 4.3Design

§ 4.3.1Máquina de Voight-Kampff

o 4.4Música

o 4.5Efeitos especiais

· 5Lançamento

o 5.1Recepção da crítica

o 5.2Prêmios e indicações

o 5.3Versões do filme

· 6Legado

o 6.1Impacto cultural

o 6.2Em outras mídias

§ 6.2.1Documentários

· 7Sequência

· 8Referências

· 9Bibliografia

· 10Ligações externas


Enredo

Em novembro de 2019 na cidade de Los Angeles, o ex-policial Rick Deckard (Harrison Ford) é detido pelo oficial Gaff (Edward James Olmos) que o leva até seu antigo supervisor, Bryant (M. Emmet Walsh). Deckard, cujo trabalho como "Blade Runner" foi de rastrear seres de bioengenharia, conhecidos como replicantes e "aposentá-los" (um eufemismo para matá-los). É informado que quatro replicantes vieram à Terra ilegalmente. Todos foram criados pela Corporação Tyrell e são de um modelo chamado Nexus-6, eles possuem uma vida útil de apenas quatro anos e podem ter vindo à Terra para tentar prolongar suas vidas.

Deckard assiste a uma gravação de vídeo de um Blade Runner chamado Holden administrando o teste "Voight-Kampff", destinado a distinguir replicantes dos seres humanos, com base em suas respostas emocionais às perguntas. Enquanto aplicava o teste, Leon (Brion James) atira em Holden após uma pergunta sobre sua mãe. Bryant quer que Deckard "aposente" Leon e os outros três replicantes: Roy Batty (Rutger Hauer), Zhora (Joanna Cassidy), e Pris (Daryl Hannah). Deckard inicialmente recusa, mas depois que Bryant o ameça, ele relutantemente concorda.

Deckard começa sua investigação na Tyrell Corporation para assegurar que o teste funciona em modelos Nexus-6. Enquanto estava lá, ele descobre que o Dr. Eldon Tyrell (Joe Turkel) tem uma assistente, Rachael (Sean Young), que é uma replicante experimental que acredita ser um ser humano. Foram dadas falsas memórias para Rachael no intuito de fornecer uma "almofada emocional". Como resultado, um teste mais extenso é necessário para determinar se ela é de fato uma replicante.

Os replicantes fugitivos iniciam sua busca por Tyrell para forçá-lo a prolongar suas vidas. Roy e Leon investigam um laboratório de fabricação de olhos para replicantes e descobrem sobre o J.F. Sebastian (William Sanderson), um talentoso designer genético que trabalha em estreita colaboração com a Tyrell Corporation. Rachael visita Deckard em seu apartamento para provar sua humanidade, mostrando-lhe uma foto de família, mas depois que Deckard revela que suas memórias são implantes da sobrinha de Tyrell, ela sai de seu apartamento em lágrimas. Enquanto isso, Pris localiza Sebastian e o manipula para ganhar a sua confiança.

Enquanto vasculhava o quarto de hotel de Leon, Deckard encontra uma foto de Zhora e uma escama de cobra sintética, que o leva a um clube de strip, onde Zhora trabalha. Deckard mata Zhora e pouco tempo depois é informado por Bryant que ele também precisa aposentar Rachael, que desapareceu da Tyrell Corporation. Depois que Deckard vê Rachael entre uma multidão, ele é atacado por Leon, mas Rachael o salva matando Leon, usando a pistola que Deckard deixou cair durante a briga com o replicante. Os dois retornam até o apartamento de Deckard e, após uma discussão íntima, ele promete não caçá-la; quando ela tenta sair do apartamento, ele a segura, obrigando-a a beijá-lo.
  


Chegando no apartamento de Sebastian, Roy diz a Pris que os outros estão mortos. Enquanto isso, Sebastian revela que devido a sua "Síndrome de Matusalém" , um envelhecimento prematuro das suas células, sua vida também será interrompida. Sebastian é convencido por Roy a leva-lo até a presença de Tyrell, onde Roy exige mais vida de seu criador. Tyrell diz-lhe que é impossível. Roy confessa que ele tem feito "coisas questionáveis", que Tyrell nega, louvando a concepção e realizações alcançadas por Roy em sua vida a curto prazo. Roy beija Tyrell, então o mata. Em seguida, ao ser mostrado descendo no elevador sozinho, fica implícito que Roy também matou Sebastian.

Ao entrar no apartamento de Sebastian, Deckard é emboscado por Pris, mas ele consegue matá-la, e Roy retorna pouco depois. Quando Roy se dá conta que o momento de sua morte chegou, ele persegue Deckard através do edifício, terminando em cima do telhado. Deckard tenta saltar em um telhado ao lado, mas erra e fica pendurado entre os edifícios. Roy faz o salto com facilidade, e quando Deckard escorrega e está prestes a cair, Roy o segura pela mão e o puxa de volta, salvando-o. Roy, que começa a morrer neste momento, faz um monólogo sobre como suas memórias "serão perdidas como lágrimas na chuva"; Roy morre na frente de Deckard, que assiste tudo em silêncio. Gaff chega e grita para Deckard, "É muito ruim que ela não vá viver, mas afinal, quem vai?". Deckard retorna ao seu apartamento e encontra a porta entreaberta, mas Rachael está segura, dormindo em sua cama. Quando eles saem, Deckard percebe um pequeno origami de unicórnio feito em papel alumínio no chão, um cartão de visita familiar que traz de volta a ele as palavras finais de Gaff. Deckard e Rachael saem rapidamente do bloco de apartamentos.



Elenco

1ª Dublagem

· Estúdio: Herbert Richers (RJ)

· Mídia: DVD (edição de diretor e edição tripla) / TV Aberta / TV Paga

· Direção e Tradução: Garcia Neto

2ª Dublagem

· Estúdio: Wan Macher (RJ)

· Mídia: DVD / Blu-ray / Netflix / NOW

· Direção e Tradução: Leonardo José



Personagem

Ator / Atriz

1ª Dublagem

2ª Dublagem


Rick Deckard

Harrison Ford

Garcia Júnior

Gutemberg Barros


Rachel

Sean Young

Sylvia Salustti

Gabriela Bicalho


Roy Batty

Rutger Hauer

Luiz Feier Motta

Luiz Feier Motta


Gaff

Edward James Olmos

Armando Braga

Alexandre Moreno


Capitão Bryant

M. Emmet Walsh

Sílvio Navas

José Santa Cruz


Pris

Daryl Hannah

Mônica Rossi

Mônica Rossi


J.F Sebastian

William Sanderson

Marco Antônio Costa

José Augusto Sendim


Leon Kowalski

Brion James

Carlos Seidl

Carlos Seidl


Elson Tyrell

Joe Turkel

Jomery Pozzoli

Jomery Pozzoli


Zhora Salome

Joanna Cassidy

Teresa Cristina

Teresa Cristina


Hannibal Crew

James Hong

André Luiz Chapéu

André Belizar


Dave Holden

Morgan Paull

Hélio Ribeiro

Márcio Simões


Narrador

Luiz Brandão

Leonardo José


Locutor

Ricardo Mariano

Sérgio Fortuna


Temas


Um cruzamento de Shibuya, Tóquio, uma imagem que reflete a tecnologia clássica com publicidade japonesa visível na Los Angeles do filme.

Blade Runner opera em vários níveis dramáticos e narrativos. Possui várias características de um filme noir: o arquétipo de femme fatale; protagonista-narrador (removido em versões posteriores); cinematografia escura e sombria; e a perspectiva moral questionável do herói - neste caso, estendida para incluir reflexões sobre a natureza de sua própria humanidade. É um filme literário de ficção científica, envolvendo tematicamente a filosofia da religião e implicações morais do domínio humano da engenharia genética no contexto do drama e da húbris grega clássica. O longa também se baseia em imagens bíblicas, como o dilúvio de Noé, e bebe de fontes literárias, como Frankenstein. Linguisticamente, o tema da mortalidade é sutilmente reiterado no jogo de xadrez entre Roy e Tyrell, inspirado na famosa Partida Imortal de Anderssen em 1851, .[embora Scott tenha dito que isso foi apenas uma coincidência.

  



Blade Runner aprofunda as implicações da tecnologia no ambiente e na sociedade ao chegar ao passado, usando literatura, simbolismo religioso, temas dramáticos clássicos e cinema noir. Essa tensão entre passado, presente e futuro é refletida no futuro reestruturado de Blade Runner, que possui alta-tecnologia e lugares reluzentes, mas decadente e velho em outros lugares. Ridley Scott descreveu o filme como: "extremamente escuro, literalmente e metaforicamente, com uma sensação estranhamente masoquista", em uma entrevista de Lynn Barber para o jornal britânico The Observer em 2002. Scott "gostou da ideia de explorar a dor" e comentou na sequência a respeito da morte de seu irmão por um câncer de pele: "Quando ele estava doente, eu costumava visitá-lo em Londres, e isso foi realmente traumático para mim."

Uma aura de paranoia permeia o filme: o poder das corporações parece grande; A polícia parece onipresente; veículos e luzes de advertência sondam os edifícios; E as consequências de enorme poder biomédico sobre o indivíduo são exploradas - especialmente as consequências para os replicantes que possuem suas memórias implantadas. O controle sobre o meio ambiente é descrito como tendo lugar em grande escala, de mãos dadas com a ausência de qualquer vida natural, com animais artificiais substituindo seus predecessores extintos. Este cenário opressivo explica a migração frequentemente referenciada de seres humanos para colônias extraterrestres ("fora do mundo"). Os temas distópicos explorados em Blade Runner são um exemplo adiantado de conceitos do cyberpunk que são expandidos na projeção. Os olhos são um motivo recorrente, assim como as imagens manipuladas,para o questionamento da realidade e nossa capacidade de perceber e lembrar das coisas com precisão.
  

Estes elementos temáticos fornecem uma atmosfera de incerteza para o tema central de Blade Runner onde examina a humanidade. Para descobrir replicantes, um teste de empatia é usado, com um número de perguntas focados no tratamento de animais - aparentemente um indicador essencial da "humanidade" de alguém. Os replicantes parecem mostrar compaixão e preocupação um pelo outro e são justapostos contra personagens humanos que não têm empatia enquanto a massa da humanidade nas ruas é fria e impessoal. O filme chega até a ponto de colocar em dúvida se Deckard é humano e força o público a reavaliar o que significa ser humano.

A questão de se Deckard é pretendido ser um humano ou um replicante tem sido alvo de uma grande controvérsia desde o lançamento do filme. Michael Deeley e Harrison Ford queriam que Deckard fosse humano, enquanto Hampton Fancher preferia a ambiguidade. Ridley Scott declarou que em sua visão Deckard é um replicante.

A sequência de sonhos de Deckard com um unicórnio, inserida na versão Director's Cut, coincidindo com o presente de despedida de Gaff de um unicórnio de origami, é vista por muitos como mostrando que Deckard é um replicante - como Gaff podendo ter acessado as memórias implantadas de Deckard. A interpretação de que Deckard é um replicante é desafiada por outros que acreditam que as imagens de unicórnios mostram que os personagens, humanos ou replicantes, compartilham os mesmos sonhos e reconhecem sua afinidade  ou que a ausência de uma resposta decisiva é crucial para o tema principal do filme.  A ambiguidade inerente e a incerteza do filme, bem como a sua riqueza textual, permitiram aos espectadores assisti-lo a partir de suas próprias perspectivas.

O brilho dourado nas pupilas dilatadas dos olhos dos Replicantes revela que Rick Deckard também é um Replicante. Isso é insinuado na cena em que ele declara sua gratidão a Rachel, prometendo não caçá-la; no momento em que ele diz “Mas vão mandar alguém no meu lugar”, os olhos de Deckard sutilmente refletem o mesmo brilho dourado nas pupilas, como um sinal de que ele mesmo é um Replicante construído especificamente para matar seus semelhantes sem piedade.

Outro indício visual é a obsessão dos Replicantes em colecionar fotografias expostas fora de álbuns, como aquelas encontradas no apartamento dos fugitivos e as inúmeras fotos que decoram o piano de Rick Deckard


Produção


Escolha do elenco

A escalação para o elenco do filme demonstrou-se bastante problemática, particularmente para o papel principal de Deckard. O roteirista Hampton Fancher imaginou Robert Mitchum como Deckard tendo escrito o diálogo do personagem com Mitchum em mente. O diretor Ridley Scott e os produtores do filme passaram meses se reunindo e discutindo o papel com Dustin Hoffman, que eventualmente desistiu do papel devido a algumas discrepâncias de visão. Harrison Ford foi finalmente escolhido por várias razões, incluindo seu desempenho nos filmes da franquia Star Wars, o interesse de Ford pela história de Blade Runner e algumas discussões com Steven Spielberg que estava terminando Os Caçadores da Arca Perdida na época e elogiou fortemente o trabalho de Ford no filme. Depois de seu sucesso em filmes como Star Wars (1977) e Os Caçadores da Arca Perdida (1981), Ford estava procurando um papel com profundidade dramática. De acordo com os documentos de produção, vários atores foram considerados para o papel, incluindo Gene Hackman, Sean Connery, Jack Nicholson, Paul Newman, Clint Eastwood e Al Pacino.

Um papel que não foi difícil de escalar foi o de Rutger Hauer como Roy Batty, o violento mas ainda pensativo líder dos replicantes. Scott colocou Hauer no elenco sem conhecê-lo, tendo unicamente como base as performances de Hauer nos filmes de Paul Verhoeven Scott tinha visto (Katie Tippel, Soldaat van Oranje e Turkish Delight). A interpretação de Hauer para o personagem Batty foi considerado por Philip K. Dick como "o Batty perfeito e frio, ariano, impecável". Dos muitos filmes que Hauer fez, Blade Runner é o seu favorito. Como explicou em um bate-papo ao vivo em 2001, "Blade Runner não precisa de explicação, é apenas o melhor, não há nada parecido, fazer parte de uma verdadeira obra-prima que mudou o pensamento do mundo."  Hauer reescreveu o discurso "lágrimas na chuva" do seu personagem e o apresentou para Scott no set antes da filmagem.

Blade Runner utilizou um número de atores até então pouco conhecidos: Sean Younginterpretou Rachael, uma replicante experimental com memórias da sobrinha de Tyrell implantadas, fazendo-a acreditar que ela é humana; Nina Axelrod fez uma audição para o papel. Daryl Hannah interpretou Pris, uma "modelo de prazer básico" replicante; Stacey Nelkin fez testes para o papel, mas lhes foi dada uma outra parte no filme, que foi cortada em última instância antes da filmagem. A escalação para os papéis de Pris e Rachael foi desafiador, exigindo vários testes de tela, com Morgan Paulldesempenhando o papel de Deckard. Paull foi escolhido como Dave Holden o caçador de recompensas e colega de Deckard, que é baleado na primeira cena, baseado em suas performances nos testes. Brion James interpretou Leon Kowalski, um replicante de combate, e Joanna Cassidy interpretou Zhora, uma replicante assassina.

Edward James Olmos interpretou Gaff. Olmos usou sua diversidade étnica e pesquisa pessoal para ajudar a criar a linguagem ficcional "cityspeak" que seu personagem usa no filme. Seu endereço inicial para Deckard no bar de macarrão é em parte em húngaro e significa, "Cavalo de pau [mentira]! De jeito nenhum você é o Blade ... Blade Runner." M. Emmet Walsh interpretou o capitão Bryant, um duro, bêbado e desprezível veterano da polícia típico do gênero de filmes noir. Joe Turkel interpretou o Dr. Eldon Tyrell, um magnata corporativo que construiu um império sobre escravos humanoides geneticamente manipulados. William Sanderson foi escalado como J. F. Sebastian, um gênio quieto e solitário que fornece um retrato compassivo, mas complacente da humanidade. J. F. simpatiza com os replicantes, que ele vê como companheiros, e compartilha igualmente sua curta vida devido à sua doença de envelhecimento acelerado; Joe Pantoliano foi considerado para o papel. James Hong interpretou Hannibal Chew, um idoso geneticista especializado em olhos sintéticos, e Hy Pyke interpretou o proprietário do bar do desprezível Taffey Lewis com facilidade e em uma única tomada, algo quase inédito para Scott, cujo impulso para a perfeição resultou às vezes em tomadas com dois dígitos.


Desenvolvimento


O Bradbury Building em Los Angeles foi um local de filmagem.

Interessado em adaptar o romance Do Androids Dream of Electric Sheep? de Philip K. Dickdesenvolvido pouco tempo após sua publicação em 1968. O diretor Martin Scorsese estava interessado em filmar o romance, mas nunca opcionou o filme. O produtor Herb Jaffe opcionou o longa no início de 1970, mas Dick ficou impressionado com o roteiro escrito pelo filho de Herb, Robert: "O roteiro de Jaffe estava terrível ... Robert voou para Santa Ana para falar comigo sobre o projeto. E a primeiro coisa referida por ele quando saiu do avião foi: "devo bater em você aqui no aeroporto, ou devo bater em você de volta ao meu apartamento?".

O roteiro de Hampton Fancher foi opcionado em 1977. O produtor Michael Deeley se interessou pelo projeto de Fancher e convenceu o diretor Ridley Scott para filmá-lo. Scott tinha recusado o projeto, mas depois de deixar a lenta produção de Dune, queria um projeto com ritmo mais rápido para tomar sua mente para fora do pensamento da recente morte de seu irmão mais velho. Ele se juntou ao projeto em 21 de Fevereiro de 1980 e conseguiu elevar o financiamento de US$ 13 milhões prometido pela Filmways US$ 15 milhões. O roteiro de Fancher era focado mais em questões ambientais do que sobre questões de humanidade de religião, que são destaque no romance, e Scott queriam mudanças. Fancher encontrou de um tratamento de cinema de William S. Burroughspara Alan E. Nourse e seu romance The Bladerunner (1974), intitulado Blade Runner (a movie). Scott gostou do nome, então Deeley obteve os direitos para os títulos. Eventualmente ele contratou a David Peoples para reescrever o roteiro e Fancher deixou o trabalho em 21 de dezembro de 1980, embora posteriormente ele tenha voltado para contribuir com algumas regravações adicionais.

Depois de ter investido mais de US$ 2,5 milhões na pré-produção, e como a data de início da fotografia principal se aproximava, a Filmways empatou com o apoio financeiro. Em 10 dias Deeley garantiu US$ 21,5 milhões em financiamento por meio de um contrato de três vias entre a Ladd Company (através de Warner Bros.), a produtora de Hong Kong, Sir Run Run Shaw, e a Tandem Productions.

Philip K. Dick ficou preocupado que ninguém o havia informado sobre a produção do filme, o que acrescentou a sua desconfiança de Hollywood.  Depois que Dick criticou a versão inicial do roteiro de Hampton Fancher em um artigo escrito para o Los Angeles Selective TV Guide, o estúdio enviou para Dick o roteiro reescrito pela David Peoples. Embora Dick tenha falecido pouco antes do lançamento do filme, ele estava bastante satisfeito com o script reescrito e com um carretel de teste de 20 minutos de efeitos especiais que foi exibido para ele quando fora convidado para o estúdio. Apesar de seu ceticismo bem conhecido a respeito de Hollywood, em princípio, Dick ficou entusiasmado com Ridley Scott devido ao seu mundo criado para o filme ser bastante semelhante ao que havia imaginado. Ele disse: "Eu vi um segmento de efeitos especiais de Douglas Trumbull para Blade Runner no noticiário de televisão KNBC. Eu o reconheci imediatamente. Era meu próprio mundo interior. Capturaram-no perfeitamente." Ele também aprovou o roteiro do filme, dizendo: "Depois que eu terminei de ler o roteiro, eu peguei meu romance e olhei através dele. Os dois se reforçam mutuamente, de modo que alguém que começou com o romance iria apreciar o filme e alguém que começou com o filme iria desfrutar o romance." O filme foi dedicado a Dick. A montagem da fotografia principal de Blade Runner começou no dia 9 de marco de 1981 e terminou quatro meses depois.

  




Em 1992, Ford revelou, "Blade Runner não é um dos meus filmes favoritos. Fiquei bastante emaranhado com o Ridley."Além do atrito com o diretor, Ford não gostava das dublagens: "Quando começamos a filmar tinha sido tacitamente acordado que a versão do filme que nós tínhamos acordados foi a versão sem narração. Foi um p**a [sic] pesadelo. Eu pensei que o filme que tinha trabalhado estava sem a narração. Mas agora eu estava preso a re-criar essa narração. E fui obrigado a fazer as dublagens para as pessoas que não representam os interesses do diretor." "Fui chutando e gritando até o estúdio para gravar." A narração dos monólogos foram escritos por um Roland Kibbee que não foi creditado.

Em 2006, quando perguntaram para Scott "Quem é o maior pé no saco com quem você já trabalhou", Ele respondeu: "Tem que ser o Harrison ... ele vai me perdoar porque agora eu fico com ele. Agora ele é mais encantador. Mas ele sabe muito, e esse é o problema. Quando trabalhamos juntos foi no meu primeiro filme e eu era um garoto novo na área. Mas nós fizemos um bom filme." Ford também falou sobre Scott em 2000: "Eu admiro seu trabalho. Tivemos uma fase ruim lá, e eu estou nela."  Em 2006 Ford refletiu sobre a produção do filme dizendo: "o que eu me lembro mais do que qualquer outra coisa quando eu vejo Blade Runner não são as 50 noites de tiroteio na chuva, mas a narração ... Eu ainda era obrigado a trabalhar para estes palhaços que vinham com uma narração mal escrita após a outra."  Ridley Scott confirmou na edição de verão de 2007 da revista Total Film que Harrison Ford contribuiu para a Edição Especial de Blade Runner em DVD, e já tinha gravado suas entrevistas. "Harrison está totalmente a bordo", disse Scott. 

O Bradbury Building, no centro de Los Angeles, serviu como local de filmagem e uma locação da Warner Bros abrigou as ruas de LA 2019. Outros locais incluídos foram a Ennis-Brown House e o 2nd Street Tunnel. Testes resultaram em várias mudanças, incluindo a adição de uma narração, um final feliz e a remoção de uma cena de Holden no hospital. A relação entre os cineastas e os investidores foi difícil, que culminou na demissão de Deeley e Scott, mas ainda continuaram trabalhando no filme. Durante as filmagens, os membros da equipe de gravação criaram camisetas dizendo: "Sim Guv'nor, My Ass", que zombava da comparação desfavorável de Scott das equipes norte-americanas e britânicas; Scott respondeu com uma camiseta de sua autoria, "Xenophobia Sucks" fazendo o incidente ser conhecido como A Guerra da Camiseta.


Design

Ridley Scott deu créditos pela pintura Nighthawks de Edward Hopper e a revista de ficção científica francesa Métal Hurlant (que deu origem a revista "Heavy Metal"), para a qual o artista Moebius contribuiu, como fontes estilísticas de humor. Ele também desenhou o cenário de uma "Hong Kong em um dia muito ruim" e a paisagem industrial de sua única casa no nordeste da Inglaterra. O estilo visual do filme é influenciado pelo trabalho do futurista arquiteto italiano, Antonio Sant'Elia.

Scott contratou Syd Mead como seu artista conceitual que, da mesma forma que Scott, foi influenciado por Métal Hurlant. Moebius teve a oportunidade de auxiliar na pré-produção de Blade Runner, mas ele recusou a proposta para trabalhar no filme animado Les Maîtres du temps de René Laloux – decisão esta que mais tarde lamentou.

 O designer de produção Lawrence G. Paull e o diretor de arte David Snyder fizeram os esboços de Scott e Mead. Douglas Trumbull e Richard Yuricich supervisionaram os efeitos especiais para o filme.

Blade Runner possui diversas semelhanças com o filme Metropolis de Fritz Lang, incluindo um ambiente urbano construído, onde os ricos vivem literalmente acima dos trabalhadores, dominados por um enorme edifício - a Torre Stadtkrone em Metropolis e o Tyrell Building em Blade Runner. O supervisor de efeitos especiais David Dryer usou alambiques de Metropolis para alinhar as fotos em miniatura de Blade Runner. 

A cena final estendida na versão original dos cinemas mostra Rachael e Deckard viajando à luz do dia com imagens aéreas pastorais filmadas pelo diretor Stanley Kubrickfeitas de um helicóptero que foram aproveitadas das sobras de filmagem de O Iluminado.

"Spinner" é o termo genérico para os carros de vôo fictícios utilizados no filme. Um spinner pode ser conduzido como um veículo terrestre, deslocar-se verticalmente, planar, e cruzar os céus usando a propulsão a jato muito parecido como a decolagem e aterrissagem vertical (VTOL) feita por aeronaves. São usados extensivamente pela polícia para patrulhar e examinar a população, e fica claro que, apesar das restrições, pessoas ricas podem adquirir licenças para um spinner.  O veículo foi concebido e projetado por Syd Mead, que descreveu o spinner como um "aerodyne" — um veículo que empurra o ar para baixo criando sustentação, embora os kits de imprensa para o filme afirmarem que o spinner é impulsionado por três motores: "combustão internaconvencional, jato e antigravidade." Os desenhos conceituais de Mead foram transformados em 25 veículos de trabalho pelo personalizador de automóveis Gene Winfield. Um spinner está em exposição permanente no Museu da Ficção Científica e no Hall da fama em Seattle, Washington.


Teste Voight-Kampff

Uma forma muito avançada de detector de mentiras que mede as contrações do músculo da íris e a presença de partículas invisíveis no ar emitidas pelo corpo. Os foles foram projetados para a última função e dar à máquina o ar ameaçador de um inseto sinistro. A VK é usada principalmente por Blade Runners para determinar se um suspeito é verdadeiramente humano, medindo o grau de sua resposta empática através de perguntas cuidadosamente formuladas e declarações.

— Descrição original da máquina Voight-Kampff de Blade Runner em 1982.

A máquina de Voight-Kampff é uma ferramenta fictícia utilizada em interrogatórios, originado no romance onde é soletrada como Voigt-Kampff. O Voight-Kampff é uma máquina semelhante a um polígrafo usada pelos Blade Runners para determinar se um indivíduo é um replicante. Ele mede as funções corporais, como respiração, modo de respostas, frequência cardíaca e movimento dos olhos em resposta a questões relacionadas com a empatia. No filme, dois replicantes fazem o teste, Leon e Rachael. Deckard diz a Tyrell que geralmente leva de 20 a 30 perguntas cruzadas para distinguir um replicante; Em contraste com o livro, onde é afirmado que só leva "seis ou sete" perguntas para fazer uma determinação. No filme é preciso mais de cem perguntas para determinar que Rachael é um replicante.


Música


O compositor Vangelis foi o responsável pela trilha sonora do filme.

A trilha sonora de Blade Runner composta por Vangelis é uma combinação melódica sombria de composição clássica e sintetizadores futuristas que espelha o filme noir retro-futurístico imaginado por Ridley Scott. Vangelis, que recentemente havia ganhado um Óscar de melhor trilha sonora por Carruagens de Fogo, compôs e executou a música em seus sintetizadores. Ele também fez uso de vários timbres e os vocais do colaborador Demis Roussos. Outro som memorável é o assombroso solo de saxofone de "Love Theme" realizado pelo saxofonista britânico Dick Morrissey, que se apresentou em muitos dos álbuns de Vangelis. Ridley Scott também usou "Memories of Green" do álbum See You Later de Vangelis, uma versão orquestral de que Scott posteriormente usaria em seu filme Perigo na Noite.

Junto com as composições de Vangelis e as texturas do ambiente, a paisagem sonora do filme também apresenta uma faixa do conjunto japonês Nipponia – "Ogi No Mato" ou "The Folding Fan as a Target" da Nonesuch Records lançada em vocal tradicional e também como música instrumental – e uma faixa pela harpista Gail Laughton de "Harps of the Ancient Temples" pela Laurel Records.

Apesar de ser bem recebido pelos fãs e aclamado pela crítica e nomeado em 1983 por um BAFTA e Globo de Ouro como melhor partitura original, juntamente com a promessa de um álbum da trilha sonora pela Polydor Records nos créditos finais do filme, o lançamento da gravação da trilha sonora oficial foi atrasado em mais de uma década. Existem duas versões oficiais da música de Blade Runner. À luz da falta de um lançamento de um álbum, a New American Orchestra gravou uma adaptação orquestral em 1982 que tinha poucas semelhanças com a trilha original. Algumas das faixas do filme, em 1989, apareceram na compilação Vangelis: Themes, mas não até o lançamento de 1992 da versão Director's Cut que possuíra uma quantidade substancial da trilha sonora do filme lançada comercialmente. 

Tais atrasos e pobres reproduções levaram à produção de muitas gravações bootleg ao longo dos anos. Uma fita deste estilo emergiu em 1982 em convenções de ficção científica e tornou-se popular dado o atraso da liberação oficial das gravações originais, e em 1993 a "Off World Music, Ltd" criou um CD bootleg que provou-se mais detalhado do que o CD oficial de Vangelis em 1994.. 

Um conjunto com três CDs de Blade Runner relacionados com as músicas de Vangelis foi lançado em 2007. Intitulado Blade Runner Trilogy, o primeiro disco contém as mesmas faixas do lançamento oficial de 1994, o segundo apresenta a música inédita do filme e o terceiro disco são todas a músicas (até então) recentemente compostas por Vangelis, inspirada por, e no espírito do filme.



Efeitos especiais

Os efeitos especiais do filme são geralmente reconhecidos como estando entre os melhores de todos os tempos, usando a tecnologia disponível (não-digital) ao máximo. Além das pinturas e modelos matte, as técnicas empregadas incluíram múltiplas exposições. Em algumas cenas, o conjunto foi iluminado, filmado, o filme rebobinado e, em seguida, gravado novamente com uma iluminação diferente. Em alguns casos, isso foi feito 16 vezes ao todo. As câmeras eram frequentemente controladas por movimento usando computadores. Muitos efeitos utilizaram técnicas que tinham sido desenvolvidas durante a produção de Contatos Imediatos do Terceiro Grau.


Lançamento

Blade Runner foi lançado em 1.290 cinemas no dia 25 de junho de 1982. Essa data foi escolhida pelo produtor Alan Ladd, Jr. porque seus filmes anteriores de maior bilheteria (Star Wars e Alien) tiveram uma data de abertura semelhante (25 de maio) em 1977 e 1979, tornando esta data seu "dia de sorte". Blade Runner arrecadou vendas de ingressos razoavelmente boas segundo relatórios contemporâneos; Faturando US$ 6,1 milhões durante o seu primeiro fim de semana nos cinemas. O filme foi lançado próximo de outros grandes lançamentos de ficção científica/fantasia, tais como O Enigma de Outro Mundo, Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan, Conan, o Bárbaro e E.T. - O Extraterrestre.



Recepção da crítica

As reações iniciais entre os críticos de cinema foram misturadas. Alguns escreveram que a trama tomou um assento traseiro para efeitos especiais do filme, e não coube o marketing do estúdio como um filme de ação/aventura. Outros aclamaram sua complexidade e previram que resistiria ao teste do tempo. As críticas negativas nos Estados Unidos citaram seu ritmo lento. Sheila Benson, do Los Angeles Times, chamou o longa de "Blade Crawler", e Pat Berman do The State e a Columbia Records o descreveram como "pornografia de ficção científica".  Pauline Kael elogiou Blade Runner como digno de um lugar na história do cinema pela sua visão distinta de ficção científica, mas criticou a falta de desenvolvimento do filme em "termos humanos".

Acadêmicos começaram a escrever análises do filme quase tão logo quanto foi lançado, em particular sobre os seus aspectos distópicos, questões sobre a humanidade "autêntica", aspectos ecofeministas, nos estudos de gênero e nos últimos anos sobre a cultura popular. O filme tem sido tema de interesse acadêmico ao longo de décadas.

Desde sua versão original, o filme se tornou um clássico de ficção científica.  Roger Ebert elogiou os visuais tanto da versão original quanto da versão Director's Cut tendo recomendado-os por isso; Entretanto, ele achou a história humana clichê e um pouco fina. Mais tarde, ele adicionou The Final Cut à sua lista de "Melhores Filmes". O crítico Chris Rodley e Janet Maslin teorizaram que Blade Runner mudou o discurso cinematográfico e cultural através de seu repertório de imagens e influência subsequente sobre os filmes.Blade Runner detém uma classificação de 89% no Rotten Tomatoes, um site que classifica os filmes com base em críticas publicadas por críticos, obtendo uma média de 8,5 de 10 em 104 comentários. O consenso do site diz "Incompreendido quando chegou aos cinemas, a influência do misterioso e neo-noir Blade Runner de Ridley Scott se aprofundou com o tempo."  Denis Villeneuve, diretor da sequência de Blade Runner, cita o filme como uma enorme influência para ele e muitos outros.

Prêmios e indicações

Blade Runner ganhou e foi nomeado para os seguintes prêmios:


Ano

Prêmio

Categoria

Indicado

Resultado


1982

British Society of Cinematographers

Melhor Fotografia

Jordan Cronenweth

Indicado


Los Angeles Film Critics Association

Melhor Fotografia

Venceu


1983

British Academy Film Awards

Melhor Fotografia

Venceu


Melhor Figurino

Charles Knode e Michael Kaplan

Venceu


Melhor Edição

Terry Rawligns

Indicado


Melhor Trilha Sonora

Vangelis

Indicado


Melhor Maquiagem

Marvin Westmore

Indicado


Melhor Montagem

Lawrence G. Paull

Venceu


Melhor Som

Peter Pennell, Bud Alper, Graham V. Hartstone e Gerry Humphreys

Indicado


Melhores Efeitos Visuais

Douglas Trumbull, Richard Yuriciche David Dryer

Indicado


Prêmio Hugo

Melhor Apresentação Dramática

Blade Runner

Venceu


Londo Film Critic's Cirlcle

Prêmio de Conquista Especial

Lawrence G. Paull, Douglas Trumbull e Syd Mead

Venceu


Prêmio Globo de Ouro

Melhor Trilha Sonora Original

Vangelis

Indicado


Óscar

Melhor Direção de Arte

Lawrence G. Paull, David Snyder e Linda DeScenna

Indicado


Melhores Efeitos Visuais

Douglas Trumbull, Richard Yuricich e David Dryer

Indicado


Prêmio Saturno

Melhor Diretor

Ridley Scott

Indicado


Melhor Filme de Ficção Científica

Blade Runner

Indicado


Melhores Efeitos Especias

Douglas Trumbull e Richard Yuricich

Indicado


Melhor Coadjuvante em Cinema

Rutger Hauer

Indicado


Fantasporto

Prêmio Internacional de Melhor Filme Fantástico

Ridley Scott

Indicado


Versões do filme

Diversas versões diferentes de Blade Runner foram exibidas. A versão original do filme (de 1982 com 113 minutos de duração) foi exibida para prévias de testes de audiência em Denver e Dallas em março de 1982. As respostas negativas às prévias levaram às modificações que resultaram na versão de cinema dos Estados Unidos. O trabalho foi exibido como uma versão de corte do diretor sem a aprovação de Scott no Cinema Fairfax de Los Angeles em maio de 1990, em uma exibição da AMPAS em abril de 1991 e em setembro e outubro de 1991 no Cinema NuArt de Los Angeles e no Cinema San Francisco Castro, respectivamente.  As avaliações positivas empurraram o estúdio para aprovar o trabalho em uma versão oficial de corte do diretor.  Uma prévia no Cinema San Diego Sneak foi exibida apenas uma vez, em maio de 1982, e era quase idêntica à versão dos cinemas dos Estados Unidos, mas continha três cenas extras não mostradas em nenhuma outra versão, incluindo o The Final Cut de 2007.

Duas versões foram mostradas na versão dos cinemas de 1982 do filme: a versão de cinema norte-americana (com 117 minutos de duração), também conhecida como a versão original ou Domestic Cut, foi lançada em Betamax, CED e VHS em 1983 e LD em 1987; O International Cut (com 117 minutos de duração), também conhecido como "Edição Critério" ou "Versão sem Cortes", incluiu cenas de ação mais violentas do que a versão norte-americana. Embora inicialmente estivesse indisponível nos Estados Unidos e sendo distribuído na Europa e na Ásia através de lançamentos cinematográficos pela Warner Home Video Laserdisc, foi lançado mais tarde em VHS e na Criterion Collectionem LD na América do Norte e reeditado em 1992 como "Edição de Aniversário de 10 Anos".

A versão Director's Cut (de 1991 com 116 minutos de duração) do Scott foi disponibilizada em VHS e LD em 1993 e em DVD em 1997. Entre algumas mudanças significativas da versão dos cinemas incluem: a remoção da voz de Deckard; Re-inserção da sequência unicórnio; E a remoção do final feliz imposto pelo estúdio. Scott forneceu notas extensivas e consulta à Warner Bros. através do preservacionista cinematográfico Michael Arick, que foi encarregado de criar o Director's Cut. O The Final Cut de Scott (de 2007 com 117 minutos de duração)foi lançado pela Warner Bros. para os cinemas em 5 de outubro de 2007 e, posteriormente, foi lançado em DVD, HD DVD e Blu-ray em dezembro de 2007. Esta é a única versão sobre a qual Scott teve o controle editorial completo.


Ano

Prêmio

Categoria

Indicado

Resultado


1993

Fantasporto

Prêmio Internacional de Melhor Filme de Fantasia

Melhor Filme – Ridley Scott (Director’s Cut)

Indicado


1994

Prêmio Saturno

Melhor Vídeo de Gênero

Blade Runner (Director’s Cut)

Indicado


2008

Prêmio Saturno

Melhor Edição Especial Lançada em DVD

Blade Runner (5-Discs Ultimate Collector’s Edition)

Venceu


Legado

Impacto cultural



Embora não tenha feito sucesso com o público norte-americano em primeira instância, o filme ficou popular internacionalmente tornando-se referência do gênero e um clássico cult. O estilo sombrio do filme e os projetos futuristas serviram de ponto de referência e sua influência pode ser vista em muitos filmes de ficção científica, videogames, anime e programas de televisão subsequentes. Por exemplo, Ronald D. Moore e David Eick, os produtores da re-imaginação de Battlestar Galactica, ambos citaram Blade Runner como uma das principais influências para o show. Blade Runner continua refletindo as tendências modernas e preocupações, e um número crescente considerá-lo um dos maiores filmes de ficção científica de todos os tempos. Ele foi eleito o melhor filme de ficção científica já feito em uma pesquisa com 60 cientistas mundiais eminentes realizada em 2004. Blade Runner também é citado como uma influência importante tanto para o estilo e a história da série de filmes Ghost in the Shell, que tem sido altamente influente do gênero futuro-noir.

O filme foi selecionado para preservação no National Film Registry dos Estados Unidos em 1993 sendo frequentemente utilizado em cursos universitários. Em 2007 foi nomeado o segundo filme mais influente visualmente de todos os tempos pela Visual Effects Society.

Blade Runner é um dos filmes mais musicalmente amostrados do século 20. O álbum de 2009, I, Human, da banda cingalesa Deus Ex Machina faz inúmeras referências aos temas de engenharia genética e clonagem do filme, e até apresenta uma faixa intitulada "Replicante".

Blade Runner tem influenciado jogos de aventura como a ficção interativa Cypher, lançado em 2012, Rise of the Dragon, a série Tex Murphy, Snatcher, Beneath a Steel Sky, Flashback: The Quest for Identity, Bubblegum Crisis (e seus anime originais), o RPG eletrônico Shadowrun, o jogo de tiro em primeira pessoa Perfect Dark e a série de jogos Syndicate. O filme também é citado como uma grande influência para Warren Spector, o designer do jogo de computador Deus Ex, que exibe evidências da influência do filme tanto na sua representação visual como na trama. A aparência do filme, a escuridão, as luzes de néon e a opacidade da visão, é mais fácil de renderizar do que os cenários complicados, tornando-a uma escolha popular para os designers de jogos.

Blade Runner também tem sido tema de paródia, como a história em quadrinhos Blade Bummer pela Crazy comics, Bad Rubber por Steve Gallacci, e a minissérie Red Dwarf de 2009 dividida em três partes intitulada "Back to Earth".

Entre o folclore que se desenvolveu em torno do filme ao longo dos anos, existe a crença de que o filme foi uma maldição para as empresas cujos logotipos foram exibidos de forma proeminente de marketing indireto em algumas cenas. Enquanto elas eram líderes de mercado na época, Atari, Bell, Cuisinart e Pan Am experimentaram contratempos após o lançamento do filme. A Coca-Cola sofreu perdas durante a sua falha tentativa de introdução da New Coke em 1985, mas logo depois recuperou sua participação de mercado.

Os reconhecimentos de mídia para Blade Runner incluem:


Ano

Apresentador

Título

Classificação

Ref

2001

The Village Voice

Os 100 Melhores Filmes do Século 20

94



2002

Online Film Critics Society(OFCS)

Top 100 Filmes de Ficção Científica dos Útimos 100 Anos

2


Sight & Sound

Top 10 da Sight & Sound 2002

45



50 Klassiker, Film

N/A



2003

1001 Filmes para Ver antes de Morrer



Entertainment Weekly

Top 50 Filmes Cult

9


2004

The Guardian, Scientists

Top 10 Filmes de Ficção de Todos os Tempos

1


2005

Total Film'sEditors

Os 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos

47


Time Magazine's Critic

Os 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos pela Time

N/A


2008

New Scientists

Filme Favorito de Ficção Científica de Todos os Tempos (leitores e equipe da revista)

1

Empire

Os 500 Melhores Filmes de Todos os Tempos

20


2010

IGN

Top 25 Melhores Filmes de Ficção Científica de Todos os Tempos

1


Total Film

Os 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos

N/A


2012

Sight & Sound

Top 205 Melhores Filmes pela Sight & Sound 2012

69


Sight & Sound

Top 100 Melhores Diretores pela Sight & Sound 2012

67


2014

Empire

Os 301 Melhores Filmes de Todos os Tempos

11


Em outras mídias

Antes do início das filmagens, Paul M. Sammon escreveu um artigo sobre a produção de Blade Runner para a revista Cinefantastique, que eventualmente tornou-se o livro Future Noir: The Making of Blade Runner. O livro narra a evolução de Blade Runner, focado nas políticas do set de filmagens, especialmente as experiências do diretor britânico com sua primeira equipe de filmagem americana; Dos quais o produtor Alan Ladd, Jr. disse: "Harrison não iria falar com Ridley e Ridley não iria falar com Harrison. Até o final das filmagens Ford estava 'pronto para matar Ridley', disse um colega. E realmente teria feito isso se eu não tivesse falado com ele." Future Noir contém biografias curtas e citações sobre suas experiências, e fotografias da produção do filme e esboços preliminares. Uma segunda edição de Future Noir foi publicada em 2007.

Philip K. Dick recusou uma oferta de US$ 400.000 para escrever a romantização de Blade Runner, dizendo: "[Foi-me] dito que a novela teria de apelar para o público de doze anos" e "provavelmente teria sido artisticamente desastroso para mim". Ele acrescentou: "Essa insistência de fazer o romance original e não fazer a romantização - eles estavam apenas furiosos. Eles finalmente reconheceram que havia uma razão legítima para reeditar o romance, mesmo que lhes custasse dinheiro. Não foi apenas uma vitória de obrigações contratuais, mas também de princípios teóricos." Eventualmente, Do Androids Dream of Electric Sheep? foi reimpresso com algumas adições: o cartaz do filme servia como uma capa e o título original entre parênteses ficou logo abaixo do título Blade Runner.  Além disso, uma romantização do filme intitulada Blade Runner: A Story of the Future por Les Martin foi lançada em 1982.  Archie Goodwin adaptou o script do filme para uma série de revistas em quadrinhos, intitulada A Marvel Super Special: Blade Runner, publicada em setembro de 1982.

Existem dois videogames baseados no filme, um de 1985 para o Commodore 64, Sinclair ZX Spectrum e Amstrad CPC da CRL Group PLC com base na música de Vangelis (devido a problemas de licenciamento), e outro jogo de aventura e ação, feito para computadores, que foi lançado em 1997 pelo Westwood Studios. O videogame de 1997 apresentou novos personagens e histórias ramificadas baseadas no mundo de Blade Runner. Eldon Tyrell, Gaff, Leon, Rachael, Chew e J.F. Sebastian aparecem, e seus arquivos de voz são gravados pelos atores originais. O jogador assume o papel de McCoy, outro caçador de replicantes que está trabalhando ao mesmo tempo que Deckard.

O jogo para computador apresentava um enredo não-linear, personagens não-jogadoresos quais cada um deles rodavam sua própria IA independente, e um incomum motor de jogo pseudo-3D (que evitava sólidos poligonais para favorecer os elementos voxel) que não exigiam o uso de um acelerador 3D para jogar o jogo.

O filme televisivo Total Recall 2070 foi inicialmente planejado como um Spin-Off do filme Total Recall, e acabaria por ser transformado em um híbrido de Total Recall e Blade Runner. O filme Total Recall também foi baseado em uma história de Philip K. Dick chamada "We Can Remember It for You Wholesale"; Muitas semelhanças entre o Total Recall 2070 e o Blade Runner foram notadas, assim como a aparente inspiração o romance The Caves of Steel de Isaac Asimov e a série de televisão Holmes & Yo-Yo.

Documentários

O filme tem sido tema de vários documentários. On the Edge of Blade Runner (lançado em 2000 e com 55 minutos de duração) foi dirigido por Andrew Abbott e apresentado/escrito por Mark Kermode. Entrevistas com a equipe de produção, incluindo Scott, fornecem detalhes do processo criativo e da turbulência durante a pré-produção. Ideias sobre Philip K. Dick e as origens em Do Androids Dream of Electric Sheep? são fornecidos por Paul M. Sammon e Hampton Fancher.

Future Shocks (lançado em 2003 com 27 minutos de duração) é um documentário da TVOntario.  Inclui entrevistas com o produtor executivo Bud Yorkin, Syd Mead, o elenco e os comentários do escritor de ficção científica Robert J. Sawyer e dos críticos de cinema. Dangerous Days: Making Blade Runner (lançado em 2007 com 213 minutos de duração) é um documentário dirigido e produzido por Charles de Lauzirika para a versão The Final Cut do filme. Foi retirado de mais de 80 entrevistas, incluindo Ford, Young e Scott. O documentário é composto por oito capítulos, cada um cobrindo uma parte da filmagem – ou, no caso do capítulo final, o legado polêmico do filme.

All Our Variant Futures: From Workprint to Final Cut (lançado em 2007 com 29 minutos de duração), produzido por Paul Prischman, aparece no Blade Runner Ultimate Collector's Edition e fornece uma visão geral das várias versões do filme e suas origens, Bem como detalhando o processo de sete anos de restauração, aprimoramento e remasterização por trás da versão The Final Cut.


Sequência



Blade Runner 2049

  



O amigo de Dick, K.W. Jeter, escreveu três romances autorizados de Blade Runner que continuam a história de Deckard, tentando resolver as diferenças entre o filme e o livro Do Androids Dream of Electric Sheep?: Blade Runner 2: The Edge of Human (1995), Blade Runner 3: Replicant Night (1996) e Blade Runner 4: Eye and Talon (2000). Em 1999, Stuart Hazeldine havia escrito uma sequela de Blade Runner baseada em The Edge of Human, intitulada Blade Runner Down; O projeto foi arquivado devido a questões de direitos. Davis Peoples, o co-autor de Blade Runner, escreveu Soldado do Futuro, um filme de ação de 1998 que foi referido por ele como um sucessor espiritualpara o filme original, ambos situados no mesmo universo compartilhado.

Scott considerou desenvolver uma sequência, provisoriamente intitulada Metropolis. Durante a Comic-Con de 2007, Scott anunciou novamente que estava considerando produzir uma sequência para o filme. O co-escritor do filme Controle Absoluto, Travis Wright, trabalhou com o produtor Bud Yorkin durante vários anos no projeto. Seu colega, John Glenn, que abandonou o projeto em 2008, afirmou que o roteiro explora a natureza das colônias fora do mundo, bem como o que acontece com a Tyrell Corporation seguindo a morte do seu fundador.

Em junho de 2009, o The New York Times anunciou que Scott e seu irmão Tony Scottestavam trabalhando em uma prequela de Blade Runner, ambientada em 2019. A prequela, Purefold, foi planejada como uma série de curtas com 5 a 10 minutos de duração, que seriam lançados primeiramente na internet, e se possível, na televisão. Devido a questões de direitos, a série proposta não deveria ser muito ligada aos personagens ou eventos do filme de 1982.  Em 7 de fevereiro de 2010, foi anunciado que a produção de Purefold tinha sido encerrada devido a problemas de financiamento. Em 4 de março de 2011,o blog io9 relatou que Yorkin estava desenvolvendo um novo filme de Blade Runner.  Ainda no mês em questão, houve o anúncio de que o diretor Christopher Nolan era a escolha desejada para produzir o filme.

Foi anunciado, em 18 de agosto de 2011, que Scott seria dirigir um novo filme de Blade Runner, com as filmagens previstas para começarem não antes de 2013. O produtor Andrew Kosove indicou que o envolvimento de Ford no projeto era improvável Posteriormente, Scott disse que o filme era "passível de ser uma sequência", porém sem o elenco anterior, e que estava perto de encontrar um roteirista que "poderia ser capaz de ajudá-lo".  Em 6 de fevereiro de 2012, Kosove negou que quaisquer considerações de elenco foram feitas em resposta aos comentários de que a Ford poderia reprisar seu papel, dizendo: "É absolutamente e evidentemente falso que houve qualquer discussão sobre Harrison Ford estar em Blade Runner. Seja claro, o que estamos tentando fazer com Ridley agora é passar pelo meticuloso processo de tentar quebrar a história de fundo ... O elenco do filme não poderia estar mais longe de nossas mentes neste momento." Quando Scott foi questionado sobre a possibilidade de uma sequência em outubro de 2012, ele disse: "Não é um boato — está acontecendo. Com Harrison Ford eu ainda não sei. Ele é muito velho? Bem, ele era um Nexus-6 Por isso não sabemos quanto tempo ele pode viver, e isso é tudo o que vou dizer nesta fase."

Em novembro de 2014, a revista Variety informou que Scott não era mais o diretor do filme e só cumpriria o papel de produtor. Scott também revelou que o personagem de Ford só aparecerá no "o terceiro ato" da sequência. Em fevereiro de 2015, a Alcon Entertainment confirmou que Scott não voltaria a dirigir, e eles estavam negociando com o diretor de Os Suspeitos, Denis Villeneuve. Ford, entretanto, retornará, juntamente com Hampton Fancher, o roteirista do filme original, sendo esperado que o longa entre em produção em meados de 2016. A sequência é situada em décadas após o primeiro filme. Além de Ford, o filme também estrelará Ryan Gosling em um papel atualmente não revelado. A direção do filme ficou com Villeneuve enquanto Scott ficou como produtor executivo. O diretor de fotografia indicado ao Oscar, Roger Deakins, também está em anexo.  Em 16 de novembro de 2015, Gosling anunciou ao Collider.comque ele estará no elenco sequência.

A fotografia principal começou em julho de 2016. A Warner Bros. vai lidar com a versão nacional, enquanto a Sony (através da Columbia Pictures) lançará o filme em todos os territórios ultramarinos. Em 31 de março de 2016, a Variety informou que Robin Wright foi escalada em um papel, e em abril Dave Bautista, Ana de Armas e Sylvia Hoeks também se juntaram ao elenco. Em junho de 2016, foram anunciados que Mackenzie Davis e Barkhad Abdi, com David Dastmalchiane Hiam Abbass, no elenco do filme em julho, e Jared Leto em agosto. Originalmente o longa estava previsto para ser lançado na América do Norte em janeiro de 2018, porém a Alcon Entertainment estabeleceu o lançamento mundial para o dia 6 de outubro de 2017.


Referências

1.  http://www.adorocinema.com/filmes/agenda/?week=1982-07-26 Agenda de estreias no cinema brasileiro - 22 de julho de 1982 - Adoro Cinema

2.   «'Blade Runner (1982)' Box Office»(em inglês). The Numbers. Consultado em 28 de outubro de 2017

3.  «Blade Runner (1982)». Box Office Mojo. Consultado em 22 de setembro de 2011

4.   Sammon, pp. 16–8

5.   Bukatman, p. 21

6.   Sammon, p. 79

7.   Conard, Mark T (2006). The Philosophy of Neo-Noir. [S.l.]: University Press of Kentucky. ISBN 978-0813192178

8.   Bukatman, p. 41

9.   Greenwald, Ted (26 de setembro de 2007). «Read the Full Transcript of Wired's Interview with Ridley Scott». Wired (em inglês). Wired.com. Consultado em 22 de setembro de 2011

10.   Barber, Lynn (6 de janeiro de 2002). «Scott's corner». The Guardian (em inglês). Guardian.co.uk. Consultado em 22 de setembro de 2011

11.   Hunt, Bill (12 de dezembro de 2007). «Blade Runner: The Final Cut - All Versions». The Digital Bits (em inglês). Thedigitalbits.com. Consultado em 22 de setembro de 2011

12.  c «BLADE RUNNER: THE FINAL CUT». The Digital Bits (em inglês). Thedigitalbits.com. 26 de julho de 2007. Consultado em 22 de setembro de 2011

13.   Barlow, Aaron. Reel Toads and Imaginary Cities: Philip K. Dick, Blade Runner and the Contemporary Science Fiction Movie. [S.l.]: Brooker. pp. 43–58

14. Ir para cima↑ Jermyn, Deborah. The Rachael Papers: In Search of Blade Runners Femme Fatale. [S.l.]: Brooker. pp. 159–172

     

17 Alimentos Que Incham a Barriga

17 Alimentos Que Incham a Barriga


         

D
esconfortos nunca são bem vindos, principalmente quando relacionados à região abdominal. Os desconfortos abdominais sempre incomodam ou tendem a nos levar à reflexão sobre hábitos e alimentação. Muitas vezes, a barriga inchada pode dar a impressão de que a pessoa está com muita gordura na região abdominal e é algo que incomoda bastante as pessoas.

                         

Descobrir as causas para as variações da circunferência da cintura pode não ser uma tarefa difícil, mas às vezes, é apenas consequência de uma alimentação irregular, algum alimento ingerido que não contribuiu de forma positiva com as suas medidas.

Há inúmeros fatores que podem fazer você se sentir inchado, desde retenção de líquidos, altas temperaturas, gases à má digestão, mas o mais comum é a alimentação incorreta. Por isso, desbravaremos alguns dos alimentos que incham sua barriga, assim você poderá se manter longe deles e garantir que seu abdômen fique da forma que deseja.

Bebidas alcóolicas

Bebidas alcoólicas podem contribuir para deixar a mucosa do intestino impermeável, o que pode resultar em um desequilíbrio no funcionamento da flora intestinal, causando inclusive retenção, induzindo ao volume e inchaço na região abdominal.

Lacticínios

Eles podem reagir de diversas formas nos organismos, mas os produtos lácteos podem ser culpados por diversos casos de flatulência. Gases e inchaos também podem derivar de intolerância a lactose, ou incapacidade de digerir o açúcar do leite. Caso você se identifique com essa possibilidade, evite consumir leite de vaca e produtos lácteos, como queijo, molhos e até queijo.

Massas

A farinha refinada utilizada no preparo de massas pode contribuir para a fermentação, o que favorece para que massas e pães sejam reconhecidos como alimentos que incham a barriga e causam gases.

Bebidas gaseificadas

Pode ser bastante óbvio, mas muitas pessoas que consomem bebidas gaseificadas não compreendem o inchaço na barriga, mas o gás contido pode contribuir significativamente para esse desconforto. Você pode substituir essas bebidas por sucos naturais e até água.



Manga

Você pode pensar que as frutas podem oferecer apenas benefícios, mas a manga contém mais frutose que glicose, assim resultando em um desequilíbrio que pode tornar ainda mais difícil que a frutose seja absorvida pelo nosso organismo. Quando isso ocorre, há maior probabilidade de haver problemas no estômago e inchaço.

Ervilhas

Elas podem ser deliciosas e oferecem sabor singular em uma receita, mas são alimentos que incham a barriga por poderem gerar desconfortos estomacais. As ervilhas contêm galacto-oligossacarídeos, que é uma cadeia de açucares que são difíceis de serem digeridos, o que acaba alimentando as bactérias contidas no intestino, assim causando o inchaço. As ervilhas também possuem frutano e são ricas em polióis, os quais são parcialmente absorvidos pelo organismo, o que resulta em problemas estomacais.

Ameixas

Ameixas são embalados com polióis, muitas vezes chamados de álcoois de açúcar por causa da sua estrutura (eles se parecem tanto açúcar e álcool) e porque eles são fermentados por bactérias do intestino, o que leva a problemas de estômago, como inchaço.

Maçãs

As maçãs podem reagir de forma negativa e prejudicar aqueles que sofrem com uma má absorção de frutose, o que ocorre quando o açúcar natural não é absorvido pelo organismo. A má absorção pode resultar em inchaços, diarreia e até problemas digestivos mais graves. Embora não muito comum, isso pode acontecer em pessoas mais sensíveis, especialmente quando consumida em maior quantidade.

Alcachofra

A atenção deve ser redobrada para os vegetarianos. Você pode pensar que sua alimentação reduz a probabilidade de inchaços, mas o frutano contido na alcachofra, que é uma fibra de difícil digestão, pode causar problemas de gases e inchaços.

Amoras

Elas são ricas em antioxidantes, porém, elas contêm polióis, que é o principal componente para substituição de açúcar, o que pode reagir no organismo de forma semelhante. Os polióis, quando presentes no sistema digestivo, não são completamente absorvidos, o que exige um maior período de tempo para digestão, então resultando em flatulência excessiva e desconfortos estomacais.

Cebolinha

Os vegetais com sabores fortes como o alho poró e a cebola, são ricos em frutano, a fibra composta principalmente por moléculas de frutose. Nós possuímos dificuldade para a digestão dessas enzimas, e por isso eles também são alimentos que incham a barriga.

Melancia

Ela é uma das frutas prediletas para uma dieta durante o verão. A alta temperatura pode ser melhor vivenciada se consumir alimentos refrescantes, mas o que muitas pessoas não sabem é que a melancia pode causar inchaços. Isso ocorre devido ao alto teor de frutose. Pesquisas realizadas para análise de alimentos que incham a barriga afirmaram que de três pessoas que convivem com esse desconforto, uma consome melancia periodicamente.

Alimentos salgados

Todos sabemos que o Sal é rico em Sódio, mineral que pode auxiliar no funcionamento do organismo, mas em excesso pode prejudicar. O alto consumo de Sódio pode causar inchaço e aumentar o risco de doença cardíaca. Para evitar ou reduzir o inchaço na região abdominal, evite alimentos ricos em Sódio, como processados e industrializados, sopas enlatadas, entre outros, pois são todos alimentos que incham a barriga. Busque temperar com ervas naturais.



Alimentos picantes

Os alimentos condimentados podem estimular a liberação de ácido gástrico, o que pode causar irritação. Evite o consumo de pimenta do reino, noz-moscada, pimenta em pó, caril, cebola, mostarda, alho, cravinho, molho barbecue, molho de tomate, vinagre e rábano.



Alimentos fritos e gordurosos

Alimentos que incham a barriga podem ser facilmente encontrados em fast food, como hambúrgueres, batatas fritas, donuts e muitos outros. Eles podem causar inchaço por exigirem que o estômago se esforce ainda mais para digeri-los de forma correta. Esse tempo de digestão extra permite que os gases se acumulem, assim causando o inchaço.

Adoçantes artificiais

Alguns adoçantes artificiais, como aspartame, sorbitol, xilitol, sacarina, matitol, maltitol e sucralose podem aumentar a probabilidade de ocorrência de inchaços. Eles são frequentemente encontrados em barras de cereais, biscoitos, doces e refrigerantes diet. Esses adoçantes podem exigir que o estômago se esforce para digeri-los, o que contribui para a fermentação de bactérias e favorecendo a produção de gases. Você pode optar por adoçantes, mas é importante que avalie as informações contidas nos rótulos, assim verá o que há em sua composição.

Chicletes

Ao mascar chiclete, você pode engolir ar, o que em seguida pode ficar preso em sua barriga, fazendo pressão, gases e inchaços. Se você consome chicletes com frequência, tente reduzir o consumo.