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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

XÓGUM - A GLORIOSA SAGA DO JAPÃO











Xógum A Gloriosa saga do Japão


Autor (es) : James Clavell

Idioma : Português

Ilustrador : Vilmar Rodrigues (capa)

Tradutor : Manuel Paulo Ferreira

Editora : Nórdica

Lançamento : 1981 (Brasil)



Xógum - A Gloriosa Saga do Japão (título original: Shōgun) é um romance escrito em 1975 por James Clavell que se passa por volta de 1600 alguns meses antes da grande batalha de Sekigahara e que relata a ascensão do daimyo "Toranaga" (uma analogia a Tokugawa Ieyasu) ao Xogunato, vista pelos olhos de um piloto Inglês o qual os atos heróicos lembram as façanhas deWilliam Adams. Resumo

John Blackthorne é um piloto inglês capitão do Erasmus, um navio holandês que naufragou na costa do Japão. Ele e poucos dos sobreviventes da embarcação holandesa foram capturados por ordem do samurai Omi-san que os manteve aprisionados por dias em um buraco, até que os marinheiros soubessem se comportar de forma civilizada (pelos olhos dos japoneses). O daimyo de Omi-san, Yabu-san chega e resolve executar aleatoriamente um dos navegadores cozinhando-o vivo. Por sugestão de Omi, Yabu decide guardar as armas e o dinheiro que estavam a bordo do Erasmus em favor próprio, mas é traído por um de seus samurais que informa tudo a Toranaga (futuramente senhor, e daymio mais poderoso que Yabu), o que faz com que Yabu dê todos os bens para seu senhor. Como os japoneses não conseguiam pronunciar seu nome, Blackthorne foi chamado de Anjin que significa piloto.

Com um padre Jesuíta fazendo o papel de tradutor, o piloto foi interrogado por Toranaga. Por ser protestante ele tentou fazer com que o Daimyo ficasse contra os Jesuítas, fazendo com que Toranaga se surpreendesse ao saber que o Cristianismo era dividido em duas partes nos países europeus. A entrevista acaba quando Ishido, o principal rival de Toranaga, chega querendo saber sobre o "bárbaro", Blackthorne. Toranaga então manda o piloto para a cadeia acusado de pirataria para mantê-lo afastado de Ishido. Na prisão, Blackthorne conhece um padre franciscano quem lhe conta detalhes sobre as conquistas jesuíticas e o as trocas com o navio negreiro (Navio Negro). Os japoneses necessitavem da seda chinesa, porém eles não podiam negociar com os chineses diretamente. Os portugueses atuavam como intermediários, embarcando as mercadorias no Navio Negro, e assim obtendo muito lucro. Com a ajuda do padre, Blackthorne começa a aprender o japonês básico.

Após quatro dias de cativeiro, Blackthorne foi tirado da prisão pelos homens de Ishido mas estes são interrompidos por Toranaga que "captura" o piloto das mãos de seu rival. Em sua próxima entrevista, Toranaga utiliza uma outra tradutora, Mariko, uma japonesa convertida ao Cristianismo que se sente dividida entre sua nova fé e sua lealdade por ser samurai e a Toranaga.

No meio de tudo isso, Toranaga (que é um dos regentes) é "obrigado" pelo conselho de regentes a cometer um ritual de suicídio forçado. Para escapar dessa ordem, ele deve escapar do Castelo de Osaka, o que é feito com Toranaga se disfarçando de mulher em uma liteira com uma caravana de viajantes saindo do castelo. Blackthorne, por ironia do destino, percebe essa troca, e quando Ishido aparece no portão de saída do castelo e quase descobre a farsa, Blackthorne cria uma confusão salvando Toranaga, começando assim a conquistar a confiança do daimyo que controla a planície de "Kwanto" (que em nosso mundo "real" se chama Kanto), onde atualmente se localiza a cidade de Tóquio.

Aos poucos Blackthorne vai melhorando sua fala japonesa e se adaptando aos japoneses e sua cultura, e muitas vezes aprendendo a respeitá-la. Os japoneses, por outro lado, se sentem cada vez mais incomodados com a presença de Blackthorne, mas ao mesmo tempo ele é de valor inestimável devido a seu conhecimento do mundo. Algo que faz com que os japoneses comecem a pensar de outra forma é a tentativa de Blackthorne de cometer seppuku devido a um insulto. Ele mostrou coragem de tentar cometer suicídio sem perder sua honra o que deixou os japoneses impressionados. A partir disso os japoneses começaram a respeitá-lo mais e ele recebeu o status de samurai e hatamoto. Quanto mais tempo Blackthorne passava com Mariko, mais ele a admirava.

O piloto então fica dividido entre sua afeição por Mariko (que é casada com um poderoso samurai, Buntaro), sua crescente lealdade para com Toranaga, e seu desejo de voltar a navegar a bordo do Erasmus para capturar o Navio Negro.

Paralelamente a todos esses fatos, o livro também conta detalhes da briga entre Toranaga e Ishido, e também relata as manobra políticas da Igreja Católica Romana, particularmente dos jesuítas. Há também os conflitos entre os Daimyos cristãos (que estão interessados em preservar e expandir os poderes da Igreja Católica no Japão) e os Daimyos que são contra o Cristianismo e a favor do Budismo e do Xintoísmo, nativos da região.

Ishido mantém um grande número de familiares de outros Daimyos como reféns em Osaka, tratando-os como convidados. Enquanto ele mantê-los como reféns, nenhum outro Daimyo, nem mesmo Toranaga ousará atacá-lo. Ishido tem esperanças em forçar Toranaga ao castelo e, na presença de todos os regentes, ordenar Toranaga a cometer suicídio. Para livrá-lo desta situação, Mariko se oferece para ir até o Castelo de Osaka e enfrentar Ishido, a fim de libertar todos os reféns. No meio da viagem até Osaka, Mariko e Blackthorne se tornam amantes.

O enredo se divide em dois livros, é uma combinação perfeita de um drama histórico (marcado por romance, sexo, coragem, e religião) e um drama político. Veracidade Histórica

Assim como outros livros de James Clavell, o enredo e muitos dos personagens são baseados em eventos atuais, os quais fazem a ambientação para a história. Os personagens principais em Xógun são baseados na figuras históricas:
Goroda: Oda Nobunaga
Nakamura: Toyotomi Hideyoshi
Toranaga: Tokugawa Ieyasu
Blackthorne: William Adams
Ochiba: Yodo-Dono
Genjiko: Oeyo
Yaemon: Toyotomi Hideyori
Sudara: Tokugawa Hidetada
Ishido: Ishida Mitsunari
Mariko: Hosokawa Gracia
Martin Alvito: João Rodrigues
Akechi Jinsai: Akechi Mitsuhide
Johann Vinck: Jan Joosten van Lodensteijn
Swordsmith Murasama: Sengo Muramasa
Yodoko: Nene
Paul Spillbergen: Jacob Quaeckernaeck
Buntaro: Hosokawa Tadaoki
Hiromatsu: Hosokawa Fujitaka
Onoshi: Otani Yoshitsugu


O nome do navio Erasmus foi provavelmente tirado do nome do navio De Liefde, que foi pilotado por William Adams e que atracou na costa do Japão em 1600. O Erasmus"verdadeiro" foi renomeado para se encaixar com os nomes de outros quatro navios da expedição que deixou a Holanda em 1598.

O livros está repleto de anacronismos. Um exemplo disto é que logo no começo do livro, foi dito que um personagem praticava judô, sendo que essa arte marcial ainda não havia sido desenvolvida.




                                        



                                            



                                    





TORANAGA
Adaptações


O livro foi adaptado para uma minissérie de televisão, um musical da Broadway e diversos jogos de computador.

A minissérie, Xógun, foi produzida em 1980. Com duração de nove horas (vinte, considerando os comerciais), foi transmitida em cinco noites. Estrelando Richard Chamberlain,Toshiro Mifune, Yoko Shimada e John Rhys-Davies. A minissérie foi editada para uma versão de duas horas (para os cinemas).

Existem três jogos de computador baseados no livro. Dois adventures de texto, com gráficos fracos que foram produzidos para Amiga e PC, e vendidos com o nome de James Clavell's Shogun, pela Infocom, e Shogun (Mastertronic). Por fim um adventure com gráficos foi desenvolvido para Commodore 64 em 1986. Nenhum desses jogos estão disponíveis para a compra atualmente.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

LIVROS APÓCRIFOS - OS LIVROS BANIDOS DA BIBLIA






Os Livros apócrifos (grego: απόκρυφος; latim: apócryphus; português: oculto ), também conhecidos como Livros Pseudocanônicos, são os livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos do Antigo Testamento) nos quais os pastores e a primeira comunidade cristã não reconheceram a Pessoa e os ensinamentos deJesus Cristo por serem escritos após o I século e, portanto, não foram incluídos no cânon bíblico.


O termo "apócrifo" foi criado por Jerônimo, no quinto século, para designar basicamente antigos documentos judaicos escritos no período entre o último livro das escrituras judaicas, Malaquias e a vinda de Jesus Cristo. São livros que, segundo a religião em questão, não foram inspirados por Deus e que não fazem parte de nenhum cânon. São também considerados apócrifos os livros que não fazem parte do cânon da religião que se professa.


A consideração de um livro como apócrifo varia de acordo com a religião.  Por exemplo, alguns livros considerados canônicos pelos católicos são considerados apócrifos pelos judeus e pelos evangélicos (protestantes). Alguns destes livros são os inclusos na Septuaginta por razões históricas ou religiosas.  A terminologia teológica católica romana/ortodoxa para os mesmos é deuterocanônicos, isto é, os livros que foram reconhecidos como canônicos em um segundo momento (do grego, deutero significando "outro").  Destes fazem parte os livros de Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (também chamado Sirácide ou Ben Sirá), Baruc (ou Baruque) e também as adições em Ester e em Daniel - nomeadamente os episódios da História de Susana e de Bel e o dragão.


Os apócrifos são cartas, coletâneas de frases, narrativas da criação e profecias apocalípticas. Além dos que abordam a vida de Jesus ou de seus seguidores, cerca de 50 outros contêm narrativas ligadas ao Antigo Testamento. 


Índice


· 1Católicos


o 1.1Cristianismo ocidental


o 1.2A quantidade de livros


· 2Ver também


· 3Referências


· 4Ligações externas


Católicos


Para alguns teólogos, e para a maioria dos historiadores, os livros do novo testamento, assim como os textos apócrifos, datam de muito tempo após a vida de Jesus, sendo alguns deles escritos mais de 200 anos após a morte e ressurreição, não podendo ser considerados fidedignos, ou seja, nem tudo o que neles fora escrito narra com precisão a verdade.


Os livros apócrifos foram retirados do Cânon Cristão por mostrarem um Cristo diferenciado dos Evangelhos e teologias escolhidos, mostrando-o exclusivamente como Deus sem as limitações e sentimentos humanos, o que tornaria a passagem pela morte algo fácil, diminuindo assim, o tamanho do Sacrifício realizado pelo Salvador; em outros, entretanto, a imagem de Cristo é excessivamente mundana e está em desacordo com a imagem passada pelos quatro evangelhos oficiais.


Muitos textos seculares citam os textos Apócrifos, como por exemplo o livro e filme "O Código da Vinci", que utiliza fatos encontrados nestes livros, para melhorar a trama do livro, visto que são muito poucos os que conhecem, mesmo que parcialmente.


Cristianismo ocidental


No cristianismo ocidental atual existem vários livros considerados apócrifos; nos sínodos realizados ao longo da história esses livros foram banidos do cânon (Livros Sagrados), outros obtiveram uma reconsideração e retornaram à condição de Sagrados (Canônicos). Como exemplo de canonicidade temos a Bíblia(reunião de vários livros).


Os livros Apócrifos são muito estudados atualmente pelos teólogos, porque a sua narrativa ajuda a revelar fatos e curiosidades a respeito dos primórdios do cristianismo.


A quantidade de livros


O número dos livros apócrifos é maior que o da Bíblia canônica. É possível contabilizar 113 deles, 52 em relação ao Antigo Testamento e 61 em relação ao Novo.A tradição conservou outras listas dos livros apócrifos, nas quais constam um número maior ou menor de livros. A seguir, alguns desses escritos segundo suas categorias.




Referências


Palestra virtual pela Editora Cléofas de Dr. Felipe Aquino da Canção Nova.


 FONSATTI, J.C. "Introdução à Bíblia", Ed. Vozes.

Septuagint - What Does It Contain?


5 Revista Galileu - Dezembro 2002 - No 137, conforme www.guia.heu.nom.br/apocrifos.htm, em 23/05/2010



igações externas


· Evangelhos Apócrifos em AudioBook (em português) Evangelhos Apócrifos em AudioBook .


· Bíblia Católica «On Line» Bíblia em várias línguas, incluindo português, grego e latim.


· E.Mucheroni


· A Biblioteca de Nag Hammadi (em português) Manuscritos de Nag Hammadi .


· The Nag Hammadi Library Tradução de vários textos encontrados no deserto em 1945. Em inglês.


· Ligação para baixar alguns livros


· Bíblia Online Bíblia, estudos, dicionários, traduções e outros.


· Coleção completa dos apócrifos em Italiano, Inglês, etc.