sábado, 20 de fevereiro de 2021

História Natural - O crocodilo gigante que tinha a dentição de um Tiranossauro Rex

Conhecido como Razana, este predador sáurio foi um dos maiores de Madagascar durante o Jurássico
                                      

Restauração paleoartística do Razanandrongobe sakalavae alimentando-se do cadáver de um saurópode.

 
Ano 04 07 17


A
ilha de Madagascar é um autêntico oásis de conhecimento sobre os grandes sáurios que povoaram este planeta. Desde um Jovem Titanossauro perfeitamente conservado até a descoberta de novas especies carnívoras, a ilha do sudeste africano acumula milhares de segredos sobre a biologia das espécies e sua evolução. Mas também guarda segredos sobre os monstros predadores do passado. E hoje se revela um deles: o que corresponde ao maior carnívoro terrestre que habitou Madagascar durante o Jurássico Médio.


É conhecido como Razana e era um antepassado do Sarcosuchus, o  crocodilo gigante do Cretáceo que devorava dinossauros. Pertence à subordem dos Notosuchia, crocodilomorfos dos quais se sabe muito pouco a respeito de sua origem e evolução inicial, e cuja existência era desconhecida –até agora–no período Jurássico. Mas uma nova pesquisa sobre fósseis em Madagascar, publicada na revista PeerJ por uma equipe de paleontólogos liderada pelo doutor Cristiano Dal Sasso, lançou um pouco de luz sobre a brecha evolutiva de um milhão de anos entre ambos os répteis.
As profundas e gigantescas mandíbulas do ‘Razana’ estavam armadas com enormes dentes serrados e eram muito semelhantes em tamanho e forma às do terrível Tiranossauro Rex

Uma combinação de características anatômicas identifica claramente o Razana como um crocodilomorfo do período Jurássico, próximo das famílias dos Baurusuchidae e dos Sebecidae sul-americanos. Eram predadores altamente especializados nos hábitos terrestres e que se diferenciam dos crocodilos atuais por causa de seu denso crânio e suas extremidades poderosas e retas. O nome completo do Razana é Razanandrongobe sakalavae, que significa "lagarto gigante antecessor da região de Sakalava", em malgaxe, a língua falada em Madagascar.

As profundas e gigantescas mandíbulas do Razana eram armadas com enormes dentes serrados e muito semelhantes em tamanho e forma às dos dinossauros terópodes e, especialmente, das do terrível Tiranossauro Rex. Estas mandíbulas são uma notável evidência de que, possivelmente, esses répteis se alimentassem de tecidos orgânicos duros, como ossos e tendões.

"Do mesmo modo que os crocodilos gigantes do Cretáceo, o Razana pode ter rivalizado até mesmo com os dinossauros terópodes, aqueles que se encontravam no topo da cadeia alimentar”, diz Cristiano Dal Sasso, o pesquisador do estudo, que trabalha no Museu de História Natural de Milão. Por sua vez, a análise filogenética desse réptil indica que é uma espécie muito diferente de qualquer outra conhecida no gênero Notosuchia e que, de fato, contribui para preencher o vazio da evolução deste grupo, cujo rastro se perde no Jurássico. 

O Razanandrongobe sakalavae é, de longe, o mais velho –e possivelmente o maior– representante do Notosuchia, e sua existência documenta um dos primeiros eventos de crescimento corporal exacerbado em sua totalidade em relação à história evolutiva desse grupo.

“Sua posição geográfica durante o período em que Madagascar foi separada de outras massas terrestres sugere a existência de uma linhagem endêmica. Ao mesmo tempo, é até um indicador maior de que a subordem dos Notosuchia teve origem no sudeste de Gondwana [o supercontinente que resultou da divisão de Pangea em dois]”, observa o coautor do estudo,




Dinossauros - Arqueólogos encontram ossos de enorme predador marinho do Jurássico



13 NOV 2019
 
Os fósseis são de um pliossauro, que caçava outros répteis menores nos oceanos há 150 milhões de anos1 min de leitura


Representação artística do pliossauro, enorme réptil marinho que viveu no Jurássico, atacando tartarugas e outros répteis (Foto: Divulgação/ Ministry Of Science and Higher Education of Poland )


Em uma plantação de milho na região das montanhas de Świętokrzyskie, na Polônia, pesquisadores da Academia Polonesa de Ciências (PAS) encontraram ossos de um dos maiores predadores do Jurássico, um réptil marinho do grupo dos pliossauros, que viveu no oceano há 150 milhões de anos.SAIBA MAIS


“Eles [os pliossauros] mediam mais de 10 metros de comprimento e podiam pesar dezenas de toneladas”, contou em comunicado o paleontólogo Daniel Tyborowski, do Museu da Terra da PAS. “Eles tinham crânios largos e mandíbulas com dentes afiados e largos.”

Os pliossauros tinham também corpos alongados, parecidos com os de crocodilos, e enormes nadadeiras para mergulhar. O nome desse animal pré-histórico vem das palavras em grego plio e sauros, que juntas significam “mais um lagarto”.



Daniel Tyborowski, da Academia Polonesa de Ciências (Foto: Divulgação/ Ministry Of Science and Higher Education of Poland )

Além de fósseis do enorme réptil marinho, foram também descobertas na Polônia ossadas de outros animais do mesmo período, como tartarugas, ancestrais de crocodilos e plesiossauros (primos de pescoço comprido dos pliossauros).

Na época em que todos esses animais viveram, as montanhas de Świętokrzyskie eram parte de ilhas em um arquipélago tropical. Havia muitos lagos e zonas de águas mais rasas, propícias para os répteis marinhos.

Segundo Tyborowski, havia naquele período tartarugas marinhas, que comiam lesmas enormes, e que serviam como presas para crocodilos gigantes. “Nós sabemos isso pois descobrimos marcas de dentes deixadas por répteis nas cascas de tartaruga. Por outro lado, pliossauros poderosos reinavam entre todos os animais cujos fósseis foram encontrados nesse local”, disse o pesquisador.







Dinossauros - FÓSSIL DO MAIOR TIRANOSSAURO DO MUNDO É RECONSTRUÍDO NO CANADÁ

                       



Ano 26/03/2019 

A equipe de paleontólogos anunciou que o animal media cerca de 13 metros, o dobro do esperado para outros membros da mesma espécie

Paleontólogos da Universidade de Alberta, no Canadá, reconstruíram por completo o fóssil de um tiranossauro que media cerca de 13 metros e pesava quase nove toneladas. Batizado de Scotty, o animal viveu há 66 milhões de anos, no território que hoje é o estado canadense de Saskatchewan.

A equipe de pesquisadores do Canadá anunciou que a descoberta se trata do maior fóssil de tiranossauro já encontrado na história, e também o mais velho. O animal tinha mais ou menos 30 anos quando morreu, superando a expectativa de vida para sua espécie.



O esqueleto completo 


Os ossos do tiranossauro foram encontrados na década de 90. Entretanto, só agora os cientistas conseguiram remover o material extra dos fósseis, realizaram uma análise cuidadosa no esqueleto e finalmente puderam montá-lo por completo.

Muitas marcas e cicatrizes encontradas na análise mostram que o bicho teve uma existência violenta. Marca fundamental por se tratar do maior dinossauro carnívoro que já existiu.

O tiranossauro, que viveu no final do Período Cretáceo, deve integrar em uma futura exposição no Museus Real de Saskatchewan.





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Folclore Brasileiro - Muguibu, O ser folclórico da floresta do litoral do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco.

                            

                       

                  Ser folclórico da floresta do litoral do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco.

Entidade do folclore Pernambucano Brasileiro. a primeiras citações sobre Muguibu são seculo 17 no Cabo de Santo Agostinho e é um verdadeiro mistério, como ele surgiu.  Este ser habita as matas da praia de Gaibu, Sitio Nazaré, Calhetas e matas locais. Só os idosos antigos sabiam dessa lenda, que já vinha desde os seus antepassados. pois diziam na época que o avistaram nas matas praieiras. 

Ser medonho e assustador. Muguibu era alto e tinha o corpo todo coberto de musgos, galhos, raízes e plantas. com cabeça humana metade negro africano, metade índio Pernambucano.

Do lado direito, uma cabeça de Teiú e do lado esquerdo, uma cabeça de Timbu.

Quem o vise nas profundezas destas florestas e matas, depois o procuravam mais não a achavam mais, pois ele some do nada. no mesmo dia a pessoa que o avistou, ficava muita assutada, pois a visão era terrível e a noite tinha um terrível pesadelo, o próprio Muguibu o perseguia por toda a mata. 

Ele só aterroriza quem maltrata a mata e a fauna local, como caçadores e destruidores das florestas. é um ser sobrenatural defensor da natureza e não matava ninguém. só o pesadelo enlouquecia o afortunado avistador.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Anvisa libera venda de produtos à base de Cannabis no Brasil

Anvisa libera venda de produtos à base de 
Cannabis no Brasil




Entenda o que muda com a decisão e esclareça suas dúvidas a respeito da questão

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a venda de produtos à base da planta Cannabis para uso exclusivamente terapêutico no Brasil. A decisão, que passa a valer daqui a 90 dias e com validade de três anos, foi considerada um avanço por importantes setores da área médica e legal. Mas não deixou de levantar discussões e muitas dúvidas a respeito. Consultamos dois especialistas para entender melhor sobre o uso desses produtos. Confira: 

Como era antes
Até o começo de dezembro de 2019, apenas a importação de produtos à base de Cannabis (para uso terapêutico) era permitida. Contudo, para uma pessoa ter acesso a um tratamento com o extrato ou óleo, era preciso um longo processo burocrático. “Primeiro, o paciente precisava passar por uma consulta médica e sair de lá com três documentos: uma receita, um laudo indicando que aquele seria o melhor tratamento para ele e um termo de responsabilidade assinado”, explica Gabriel Barbosa, analista de Desenvolvimento Regulatório e Projetos Científicos da HempMes Brasil. A empresa foi a primeira a importar um produto à base de Cannabis com autorização da justiça, em 2014. 
E não parava por aí. Depois disso, o paciente ainda tinha que fazer um cadastro e entrar com um pedido de liberação na ANVISA. Esta, por sua vez, escalava um corpo técnico, que era encarregado de analisar caso a caso. “Acontece que são tantos os pedidos que o procedimento levava mais de dois meses. Sem contar o tempo de importação do item, que durava cerca de duas semanas porque não podíamos ter um estoque aqui no país”, conta o especialista. 


Até os anos 30, maconha era vendida nas farmacias para uma infinidade de doenças como asma e cansaço, era conhecido como cigarro de índio, foi banida das farmácias em 1938 e depois de 82 anos, ela voltará as farmácias de novo.

E agora? 
A partir da resolução da ANVISA, produtos à base de Cannabis para fins terapêuticos poderão ser vendidos em farmácias e drogarias do Brasil (as comuns, e não de manipulação). Eles serão encontrados no uso oral ou nasal, e em forma de comprimidos, líquidos ou soluções oleosas. E poderão ser receitados para o tratamento de 60 patologias diferentes. 
O acesso a eles continuará sendo controlado e, apesar de não terem sido classificados pela Agência como medicamentos, eles seguirão as mesmas normas dos remédios que necessitam de receitas do tipo A e B, dependendo da concentração de canabinoides existentes neles. “Ou seja, ainda será necessária a receita médica e um termo de consentimento para a compra do produto. Mas a grande vantagem é que, com eles registrados e comercializados aqui, a pessoa sai da consulta, passa na farmácia e já pode iniciar o tratamento”, diz Gabriel. 
Além disso, o custo deve diminuir bastante. “A estimativa é que haja uma redução de até 75% do preço do produto. Um grande avanço para as famílias que não têm condições de arcar com as despesas”, explica Viviane Torres, advogada que dirige o Torres & Torres Sociedade de Advogados. “Outro fator que poderia melhorar o preço seria ter o plantio liberado aqui no país, mas ele não foi”, complementa Gabriel. 
Apesar de variar muito, os gastos para manter um tratamento como esses vão de R$500,00 até R$ 4 mil por mês. E vale lembrar que o uso recreativo da planta era e continuará sendo proibido. 

Efeitos no organismo
Os produtos à base de Cannabis para uso terapêutico ainda geram muito preconceito. Afinal, a mesma planta também pode ser usada para fins que envolvem questões muito mais polêmicas. Contudo, para a ciência, já foi comprovado que ela possui diversas substâncias, denominadas canabinoides, que podem trazer benefícios para o tratamento de certas doenças. É o caso do CBD (canabidiol) e THC (tetra-hidrocanabidiol), os mais estudados atualmente e que irão compor os óleos e comprimidos vendidos no Brasil. Mas qual a diferença entre eles? 
“O THC é o responsável por provocar o famoso ‘barato’ no organismo – alterações no comportamento que também podem trazer vantagens medicinais”, explica Gabriel. Já o CBD não causa esse efeito, sendo mais usado para fins terapêuticos. 
Ainda de acordo com ele, diversos sintomas podem ser diminuídos pelas duas substâncias. Ele deu alguns exemplos: 
Epilepsia: “Há o controle das crises. Pessoas que tinham de 80 a 100 convulsões na semana passam a ter poucas no mês. Isso reflete diretamente no aprendizado e desenvolvimento do paciente”; 
Alzheimer: “Os canabinoides são anti-inflamatórios e antioxidantes. E têm um efeito neuro protetor, podendo aliviar os sintomas da doença ou até retardar o seu avanço. O paciente percebe uma melhora na memória”;
Parkinson: “O principal sintoma da doença de Parkinson é o tremor. E é justamente ele que é reduzido com o uso dos canabinoides”. 

Substância no esporte
Fala-se até nos benefícios dos canabinoides para os atletas. Desde 2018, a Agência Mundial Anti-Doping (Wada, em inglês), tirou o canabidiol da lista de substâncias que configuram doping. Sabe por quê? “É muito comum atletas de alto rendimento sentirem dores musculares intensas após uma competição ou treino. Mas eles não podem parar – têm que cumprir prazos e entregar mais resultados. Muitos deles, para aliviar o desconforto, recorrem ao ibuprofeno. Mas agora podem recorrer ao CBD, que traz menores efeitos colaterais, faz o atleta dormir melhor e ajuda na recuperação”, diz Gabriel. 

E as discussões continuam…
Por enquanto, os produtos com as substâncias não serão fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para a advogada Viviane, esse é um avanço que ainda está longe de acontecer, mas que deve ser discutido desde já. “Fiz parte de um processo na justiça que lutou para conseguir um produto para uma criança cuja família não tinha condições. Foi uma grande vitória, mas que demorou bastante e teve várias fases e desdobramentos”, conta. 







2020: A Era Do Futuro

                   2020: A Era Do Futuro


01 01 2020



Estamos vivendo em plena era futurista, um era nunca antes vivida, uma era de ciência e modernidade, onde as religiões não tem mais sentido.

sejam bem vindos ao ano de 2020!